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Validação de genes diferencialmente expressos relacionados à retinopatia falciforme proliferativa identificados por RNAseq

Processo: 17/23508-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2017
Vigência (Término): 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Mônica Barbosa de Melo
Beneficiário:Vinicius Mandolesi Rios
Instituição-sede: Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética (CBMEG). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/00984-3 - Doenças dos glóbulos vermelhos: fisiopatologia e novas abordagens terapêuticas, AP.TEM
Assunto(s):Anemia falciforme   Hemoglobinopatias   Hematologia   Análise de sequência de RNA

Resumo

A anemia falciforme é proveniente de uma mutação em homozigose onde a alteração de um nucleotídeo resulta na mudança de um aminoácido produzindo uma proteína anormal, HbS. Existem diferentes associações com a hemoglobina S, a mais frequente delas é a hemoglobinopatia SC que possui as hemoglobinas mutantes HbS e HbC. Hemácias que possuem uma razão alta de HbS quando expostas a situações de hipóxia são vulneráveis a um processo de polimerização que compromete a forma e a integridade da célula. Essas alterações são responsáveis pela ocorrência de diversos fenômenos vaso oclusivos levando a complicações cardiovasculares, pulmonares e oftalmológicas. Embora apresentem os mesmos sintomas, a hemoglobinopatia SC e a anemia falciforme, apresentam diferenças na frequência destes, com a anemia falciforme apresentando mais sintomas sistêmicos e a hemoglobinopatia SC mais sintomas oftalmológicos. Destes últimos podemos citar a retinopatia falciforme, onde a vaso oclusão de artérias na retina periférica pode levar a um processo de neovascularização que pode se desdobrar em hemorragia vítrea e descolamento de retina causando grandes prejuízos a visão. Este trabalho busca validar dados, obtidos pelo uso da técnica RNA-seq em cultura de células endoteliais isoladas de sangue periférico de pacientes SC com retinopatia (Grupo I) e sem retinopatia (Grupo II). Dois genes mais expressos no Grupo I, ROBO1 e SLC38A, ambos associados a angiogênese, e assim a retinopatia, foram selecionados para a validação por meio das técnicas RT-qPCR e Western Blot. Essa análise poderá consolidar os resultados anteriores permitindo um melhor entendimento dos mecanismos envolvidos na retinopatia falciforme. (AU)