| Processo: | 17/18486-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2019 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia |
| Pesquisador responsável: | Monica Loyola Stival |
| Beneficiário: | Natália Pereira Ribeiro da Silva |
| Instituição Sede: | Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Hegemonia Filosofia política Democracia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | agonismo | hegemonia | Mouffe | Filosofia Política |
Resumo A pensadora política Chantal Mouffe desenvolve sua teoria afirmando o antagonismo e o conflito como categorias centrais e essenciais do político, enfatizando deste modo à importância do dissenso como elemento fundamental da democracia. Mouffe nos direciona em suas obras à reflexão do que seria um modelo agonístico de democracia radical, onde o pluralismo político, a cidadania e o dissenso estabelecem os elementos essenciais para constituição dessa sociedade. Os pensamentos de Chantal Mouffe se apoiam em sua leitura de Carl Schmitt, desenvolvendo a partir deste uma crítica ao individualismo liberal e a uma perspectiva racionalista do político, para então enfatizar o caráter "agonístico" da disputa política e enunciar as razões pelas quais o consenso não pode ser o fim último de uma política democrática. Considerada como uma autora pós-marxista, Chantal Mouffe também desenvolve em coautoria com Ernesto Laclau o conceito gramsciano de "Hegemonia", e a partir de então a autora propõe em sua teoria política, a formulação de um modelo agonístico de democracia radical. Para Mouffe a democracia precisa da criação de um novo espaço vibrante de discussão marcado por uma perspectiva agonística da política, que admita a existência de relações de poder e a necessidade de transformá-las, o que será possível somente quando for aceito que todo consenso existe como um resultado de uma hegemonia provisória, uma estabilização de poder que sempre vincula alguma forma de exclusão, é a especificidade do projeto de "democracia radical e plural". (AU) | |
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