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Treinamento para determinação de tecido adiposo marrom de humanos utilizando imagens de PET/RM

Processo: 18/05479-6
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Vigência (Término): 31 de agosto de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição
Pesquisador responsável:Licio Augusto Velloso
Beneficiário:Milena Monfort Pires
Supervisor no Exterior: Virtanen Kirsi A
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Turku, Finlândia  
Vinculado à bolsa:16/10616-7 - Efeito do consumo de ácidos graxos monoinsaturados na atividade do tecido adiposo marrom/bege de humanos adultos, BP.PD
Assunto(s):Tecido adiposo marrom

Resumo

O aumento significativo da prevalência de sobrepeso e obesidade nas últimas décadas em todo o mundo aumentou as taxas de morbimortalidade associadas a doenças crônicas não transmissíveis. Está bem estabelecido que o aumento do tecido adiposo branco, especialmente o visceral, estimula a síntese de mediadores inflamatórios que agem para deteriorar a sinalização da insulina e aumentar a inflamação subclínica, promovendo aumento destas enfermidades. Diferente do tecido adiposo branco, o tecido adiposo marrom (BAT) é especializado em dissipar energia para a produção de calor, desempenhando um papel importante na regulação do equilíbrio energético. Há fortes evidências de que sua atividade esteja inversamente associada à obesidade e doenças metabólicas e acredita-se que o BAT funcione como um "ralo metabólico", mostrando forte potencial terapêutico para combate à obesidade e suas comorbidades. Por alguns anos, o exame de 18F-FDG PET/CT foi considerado o mais adequado para investigar tecido adiposo marrom, mas nos últimos anos o uso de PET/RM e outros radiofármacos tem crescido. Neste estudo investigamos se o consumo de azeite de oliva por quatro semanas seria capaz de aumentar a atividade do BAT em indivíduos magros e obesos. Resultados preliminares indicam redução na atividade do BAT em indivíduos magros e obesos após consumo de azeite de oliva, mas tal redução não foi acompanhada pela diminuição no volume de tecido, que foi mantido após quatro semanas. Não está claro se o BAT foi efetivamente reduzido ou se o consumo de azeite reduziu a captação de glicose em favorecimento a maior captação de ácidos graxos. O grupo da professora Kirsi Virtanen, de Turku Finlandia, foi um dos primeiros a mostrar a presença de BAT ativos em humanos adultos em 2009 e esta é uma das poucas pesquisadoras que trabalham com PET/RM e BAT no mundo. Além disso, seu grupo possui grande experiência no campo e desenvolveu um protocolo para o cálculo de BAT usando as imagens do PET/RM. Acreditamos que esta oportunidade de treinamento no exterior (BEPE-FAPESP) aumentará muito a qualidade de nossa pesquisa.

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