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Mudanças na composição do microbioma cutâneo de anuros infectados com Batrachochytrium dendrobatidis (Chytridiomycota) e ranavírus (Iridoviridae)

Processo: 18/05217-1
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 09 de julho de 2018
Vigência (Término): 08 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia
Pesquisador responsável:Luis Felipe de Toledo Ramos Pereira
Beneficiário:Joice Ruggeri Gomes
Supervisor no Exterior: Trenton William John Garner
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : Zoological Society of London (ZSL), Inglaterra  
Vinculado à bolsa:17/01917-6 - Interação entre o Batrachochytrium dendrobatidis e o Ranavírus em assembleias de anuros do Sul da Mata Atlântica, BP.PD
Assunto(s):Amphibia   Coinfecção   Quitridiomicose

Resumo

Doenças infecciosas emergentes são consideradas uma grande ameaça a biodiversidade mundial. No geral, patógenos emergem em uma população por serem patógenos novos ou devido ao comprometimento no sistema imune dos hospedeiros. O Ranavírus (Rv) e o Batrachochytrium dendrobatidis (Bd) são dois patógenos infecciosos emergentes responsáveis pelo declínio de populações de anfíbios no mundo. Tanto o Bd quanto o Rv são transmitidos pela água ou pelo contato direto entre os indivíduos, tornando a dispersão desses organismos extremamente eficaz. Batrachochytrium dendrobatidis causa a doença quitridiomicose em animais menos tolerantes e pode causar alterações na osmorregulação, enquanto que o Rv pode causar morte celular em múltiplos órgãos. Além disso, os dois microorganismos danificam a pele dos animais infectados acarretando uma mudança na comunidade microbiana. Uma vez que o microbioma associado à pele dos anfíbios é de grande importância na proteção do hospedeiro, a mudança da comunidade bacteriana poderia também levar o animal à morte. Embora existam muitos trabalhos sobre a dinâmica do Bd e do Rv e sobre o efeito da infecção em populações de anfíbios, geralmente o foco é em um ou em outro patógeno. Portanto, as consequências da coinfecção por esses dois microorganismos é pouco conhecida. No Brasil, por exemplo, os estudos sobre doenças de anfíbios são quase exclusivamente sobre o Bd e o conhecimento acerca do Rv é limitado aos ranários, e a interação entre os dois patógenos nunca foi explorada. Nesse estudo, nós iremos investigar o microbioma cutâneo de anfíbios infectados com Bd, com Rv e coinfectados pelos dois. Nós esperamos uma mudança na comunidade bacteriana e aumento da susceptibilidade a infecções secundárias. As consequências da coinfecção serão discutidas para ajudar a criar planos de conservação na Mata Atlântica brasileira, como propusemos no projeto principal, especialmente porque esse bioma representa um importante hotspot de biodiversidade, porém um dos mais ameaçados do planeta. (AU)