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O balanço energético do camarão-da-amazônia (Macrobrachium amazonicum) em função da exposição a diferentes salinidades

Processo: 18/04006-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Vigência (Término): 30 de novembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada
Pesquisador responsável:Alessandra da Silva Augusto
Beneficiário:Emanuelle Pereira Borges
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB-CLP). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus Experimental do Litoral Paulista. São Vicente , SP, Brasil
Assunto(s):Balanço de energia   Aquicultura   Salinidade   Crustáceos   Palaemonidae   Camarão

Resumo

O camarão Macrobrachium amazonicum é uma espécie nativa com ampla distribuição e potencial econômico. Desde 2001, tornou-se o foco de pesquisadores para a elaboração de um pacote tecnológico para sua criação comercial. No entanto, ainda se sabe pouco sobre aspectos da fisiologia desse camarão, embora tal conhecimento seja importante para sua criação. Nesse sentido, há estudos que demonstram que o comprimento total do corpo de M. amazonicum coletado no estuário pode ser até 70% maior do que aqueles que habitam a água doce na natureza ou são mantidos nesta salinidade em viveiros de carcinicultura. Uma das hipóteses para o tamanho inferior dos animais mantidos em água doce é que poderiam estar desviando parte da energia que seria canalizada para o crescimento para a osmorregulação. Isso pode ocorrer porque na água doce há um elevado gasto energético com a absorção de sal pelas brânquias. Nesse sentido, propõe-se comparar o efeito da exposição a três salinidades diferentes (d0,5, 10 e 20S) sobre o balanço energético do camarão M. amazonicum. O balanço energético será avaliado pela quantificação da energia ingerida e canalizada para o crescimento, exúvia, metabolismo, excreção e fezes. Também serão avaliados a capacidade osmo- e ionoregualatória da espécie, o índice hepatossomático e o substrato energético predominantemente oxidado em cada salinidade. Os resultados ajudarão a compreender a influência da salinidade sobre os vários processos fisiológicos de M. amazonicum que utilizam energia, podendo esclarecer as diferenças de tamanho entre populações e fornecer dados sobre os custos energéticos da manutenção da espécie em diferentes salinidades. (AU)