| Processo: | 18/26574-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado Direto |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 12 de maio de 2024 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular |
| Pesquisador responsável: | Lourdes Isaac |
| Beneficiário: | Leonardo Moura Midon |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 22/05793-8 - Efeitos do C3 na resposta inflamatória e fibrose na leptospirose crônica em modelo murino, BE.EP.DD |
| Assunto(s): | Imunopatologia Complemento C3 Leptospirose Fibrose Insuficiência renal crônica Leptospira Modelos animais |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | complemento | C3 | doença renal crônica | Imunodeficiencia | Leptospira | leptospirose | Imunopatologia |
Resumo A Leptospirose é uma importante zoonose causada por bactérias do gênero Leptospira. Está presente especialmente em países em desenvolvimento e de clima tropical ou ameno. Aproximadamente um milhão de casos são relatados a cada ano, dos quais em torno de 10% evoluem para óbito. O contato da água e solo com a urina contaminada, principamente de roedores, é amplificado em condições de saneamento inadequado e/ou enchentes. O indivíduo infectado pode ser assintomático, apresentar sintomas leves ou desenvolver formas mais graves da Leptospirose como a Síndrome de Weil, apresentando icterícia, insuficiência renal e hemorragias internas, podendo levar à falência renal e falência hepática. A doença renal crônica é uma patologia causada pelo fibrosamento renal, levando à sobrecarga dos néfrons restantes e a uma consequente falência renal. Sabe-se que a Leptospirose é capaz de levar ao fibrosamento renal, embora alguns mecanismos ainda não estejam esclarecidos. As leptospiras ativam a resposta imune inata e adaptativa, tais como: fagocitose, geração de anticorpos específicos e ativação do sistema complemento, entre outras funções biológicas. O sistema complemento faz parte da imunidade inata e adaptativa, sendo uma das primeiras formas de defesa do hospedeiro contra patógenos. Uma vez ativado, fatores quimiotáticos são gerados, atraindo para o local células inflamatórias. A formação do complexo de ataque à membrana sobre a superfície do patógeno pode causar sua lise. A deposição de C3b na superfície do patógeno e outras opsoninas facilitam a fagocitose. A produção de anafilotoxinas (C3a e C5a) permite também a liberação de mediadores inflamatórios de mastócitos e basófilos. Com a ativação deste sistema, a produção de anticorpos específicos é estimulada, conferindo maior proteção ao hospedeiro. Resultados anteriores do nosso laboratório sugerem que camundongos C57Black/6J deficientes de C3 desenvolvem nefrite intersticial após duas semanas de infecção, enquanto camundongos selvagens não apresentam esta patologia. O objetivo deste projeto é entender o papel do componente C3, proteína chave do sistema complemento, durante o fibrosamento renal causado pela infecção crônica de leptospiras. (AU) | |
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