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Influência do extrato de casca de jabuticaba patenteado (PJE) nos processos de diferenciação osteoblástica e adipocítica de células-tronco mesenquimais derivadas de medula óssea e de tecido adiposo

Processo: 19/14506-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Vigência (Término): 31 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Cirurgia Buco-maxilo-facial
Pesquisador responsável:Márcio Mateus Beloti
Beneficiário:Sofia Garibaldi Otavio
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Jabuticaba   Osteoblastos   Células-tronco mesenquimais   Compostos bioativos

Resumo

Uma variedade de produtos naturais tem sido estudada com fins terapêuticos, como a prevenção de danos metabólicos. As frutas podem ser uma fonte importante de vários compostos bioativos concentrados principalmente em sua casca. Dentre elas, a casca de jabuticaba tem sido indicada como um produto promissor no tratamento da obesidade. Uma vez que o aumento da adipogênese na medula óssea está correlacionado com a diminuição da densidade mineral óssea, influenciada diretamente pela diferenciação osteoblástica e adipocítica de células-tronco mesenquimais (do Inglês, mesenchymal stem cells - MSCs), o extrato de casca de jabuticaba patenteado (do Inglês, patented jaboticaba peel extract - PJE) poderia atuar nessas células como um fator de crescimento prevenindo o efeito negativo que a adiposidade medular gera sobre o tecido ósseo, inclusive no processo de reparo de fraturas. Nesse contexto, o objetivo do presente projeto é avaliar o efeito do PJE na diferenciação osteoblástica e adipocítica de MSCs derivadas da medula óssea (do Inglês, bone marrow-derived mesenchymal stem cells - BM-MSCs) e do tecido adiposo (do Inglês, adipose tissue-derived MSCs - AT-MSCs). Para isso, as células serão cultivadas em meio de crescimento na presença de diferentes concentrações de PJE (0,25 µg/mL, 2,5 µg/mL, 25 µg/mL e 250 µg/mL) e veículo (Controle-água destilada), e será selecionada a maior concentração de PJE que não afete a proliferação das células. Em seguida, BM-MSCs e AT-MSCs serão cultivadas em meio osteogênico ou meio adipogênico, na presença ou ausência de PJE na concentração previamente determinada e serão avaliados (1) os parâmetros osteoblásticos: atividade de fosfatase alcalina (ALP) in situ, formação de matriz extracelular mineralizada e expressão gênica do fator de transcrição relacionado ao runt 2 (Runx2), Alp, sialoproteína óssea (Bsp) e osteocalcina (Oc) por PCR em tempo real; e (2) os parâmetros adipocíticos: formação de acúmulo lipídico e expressão gênica do receptor ativado por proliferadores de peroxissoma gama (Ppar³), proteína adipocítica 2 (aP2) e resistina (Retn). Os dados serão submetidos ao teste de aderência à curva normal para determinar o teste estatístico adequado. Considerando a inter-relação entre osso e gordura, e que tais interações podem prejudicar o metabolismo ósseo, os resultados desse estudo podem contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias envolvendo MSCs e PJE que favoreçam os eventos relacionados a situações clínicas importantes como o processo de reparo ósseo em fraturas.