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Perfil imunológico de pacientes com carcinoma orofaríngeo de células escamosas: associação com o vírus do papiloma humano

Processo: 19/11207-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2019
Vigência (Término): 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Kenneth John Gollob
Beneficiário:Natalia Silva Alves
Instituição-sede: A C Camargo Cancer Center. Fundação Antonio Prudente (FAP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Neoplasias de cabeça e pescoço   Neoplasias orofaríngeas   Neoplasias de células escamosas   Infecções por Papillomavirus   Sistema imune

Resumo

Os tumores de cabeça e pescoço ainda apresentam alta incidência no Brasil e no mundo, cuja taxa de mortalidade varia de 40 a 50%. O carcinoma orofaríngeo de células escamosas (ou epidermoide de orofaringe) possui, como um dos fatores de risco, a infecção pelo o vírus do papiloma humano (HPV). Alguns tipos de alto risco de HPV são responsáveis pelo desenvolvimento de lesões neoplásicas. Além disso, pacientes com carcinoma epidermoide associados à HPV possuem melhor prognóstico quando comparados aos pacientes não infectados por HPV. A variabilidade genética entre os diferentes tipos de HPV e a imunidade do hospedeiro podem esclarecer tal progressão tumoral e a melhora no prognóstico. Esse estudo abrange uma parte retrospectiva, em que será caracterizado o perfil imune tecidual local através de imunofluorescência multiplex de 30 peças parafinadas de carcinoma epidermoide de orofaringe estádio III e IV (15 pacientes HPV+ e 15 pacientes HPV-) obtidas por cirurgia no A.C. Camargo Câncer Center. As peças HPV+ também serão analisadas por sequenciamento de nova geração. Em sua parte prospectiva, esse estudo recrutará outro grupo de 30 pacientes com carcinoma epidermoide de orofaringe estádio III e IV (15 pacientes HPV+ e 15 pacientes HPV-) submetidos à quimioterapia e/ou radioterapia no mesmo hospital, em que serão coletadas amostras de sangue periférico nos tempos 0, 4 e 24 semanas do tratamento. A caracterização imune sistêmica será realizada por citometria de fluxo multiparamétrica. A compreensão das diferenças de perfil imune causadas pela infecção do HPV e a associação deles com o desfecho clínico pode auxiliar na compreensão do desenvolvimento tumoral e no desenvolvimento de terapias mais eficazes. (AU)