| Processo: | 19/15248-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2020 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia do Desenvolvimento Humano |
| Pesquisador responsável: | Alex Sandro Gomes Pessoa |
| Beneficiário: | Carolina Serrati Moreno |
| Instituição Sede: | Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Resiliência psicológica Delitos sexuais Exploração sexual Vulnerabilidade social Adolescentes Coleta de dados Entrevistas (psicologia) Análise de conteúdo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | adolescência | exploração sexual | resiliência | Violência | Adolescência em situação de risco pessoal e social |
Resumo Dada a complexidade do fenômeno da exploração sexual de crianças e adolescentes, é importante que as diversas ciências se engajem no enfrentamento e na compreensão dos mecanismos que corroboram para a perpetuação dessa prática. Similarmente, entende-se necessário o investimento da comunidade científica em relação à identificação dos fatores de proteção e dos processos de resiliência presentes na vida das vítimas submetidas ao mercado exploratório e degradante da indústria sexual. Tem-se, como hipótese dessa pesquisa, que adolescentes em situação de exploração sexual, por não acessarem programas eficientes e por serem provenientes de contextos extremamente adversos, podem recorrer à exploração sexual como estratégia de assegurar saúde mental e positividade pessoal. Em outros termos, por estarem numa condição de subalternidade e abandono social, extraem recursos sociais e psicológicos da exploração sexual para o acionamento de processos de resiliência não convencionais. Com base nesses argumentos, o objetivo geral deste estudo é verificar a manifestação de processos de resiliência oculta com adolescentes com histórico de envolvimento em situações de exploração sexual. A pesquisa será qualitativa, em período transversal e a partir da modalidade de estudo de casos múltiplos. O trabalho de campo será realizado com um grupo de 4 a 8 adolescentes, do sexo feminino, que foram vítimas de exploração sexual e que estejam em atendimento em um CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) de um município de médio porte do interior do estado de São Paulo. Para a coleta de dados, serão utilizados dois instrumentos: Entrevista Individual Semiestruturada e a Produção de fotografias. Todas os diálogos que emergirem no trabalho de campo serão gravados em aparelho digital e, posteriormente, submetidos ao processo de transcrição na íntegra. A interpretação dos dados será realizada através da análise de conteúdo. Os resultados obtidos nessa investigação podem trazer informações relevantes e ainda pouco exploradas sobre os fatores de proteção não convencionais presentes nas vidas de vítimas de exploração sexual, bem como contribuir para um aprofundamento na compreensão dos processos de resiliência oculta que sem manifestam em grupos expostos a adversidades significativas. | |
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