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Eventos traumáticos na infância em pacientes com câncer de cabeça e pescoço: efeitos sobre o atraso no diagnóstico, níveis de estresse, mediadores inflamatórios e prognóstico da doença

Processo: 18/06927-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 30 de setembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Daniel Galera Bernabé
Beneficiário:Bruna Amélia Moreira Sarafim da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FOA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araçatuba. Araçatuba , SP, Brasil
Assunto(s):Prognóstico   Estresse   Neoplasias de cabeça e pescoço   Neoplasias   Oncologia

Resumo

Eventos traumáticos vivenciados no período infantil podem estar associados à ocorrência de desordens emocionais em pacientes com câncer. Estudo recente de nossa equipe mostrou que o trauma na infância é também preditivo para maior consumo de álcool e estadiamento clínico avançado em pacientes com câncer de cabeça e pescoço (CCP). No entanto, até o momento, não há evidência de que a ocorrência do trauma infantil possa influenciar o atraso no diagnóstico e evolução do CCP. O objetivo do presente estudo é avaliar a associação entre a ocorrência de trauma na infância e o atraso no diagnóstico, estresse psicológico, mediadores inflamatórios e prognóstico de pacientes com CCP. O estudo será composto por 150 pacientes com diagnóstico definitivo de carcinoma espinocelular (CEC), 80 pacientes com leucoplasia bucal, 100 tabagistas e alcoolistas crônicos e 100 voluntários saudáveis. Para avaliar se os pacientes com CCP apresentam uma ocorrência diferente de trauma infantil em relação aos grupos sem câncer, todos os grupos serão submetidos ao questionário de trauma na infância Childhood Trauma Questionnaire (CTQ). Amostras de sangue dos pacientes com CCP serão utilizadas para avaliar a associação dos níveis de cortisol e ACTH e citocinas pró-inflamatórias (TNF-alpha, IL-6, e IL1-beta). Além disso, será aplicado nestes pacientes dois instrumentos que avaliam os níveis de estresse psicológico: Os questionários Life Experience Survey (LES) e o Perceived Stress Scale (PSS) serão aplicados nos pacientes com CCP. Uma entrevista semiestruturada será realizada para avaliar o tempo de demora do paciente em procurar atendimento após a percepção do primeiro sinal da doença. Modelos de regressão logística serão utilizados para avaliar se a ocorrência de trauma na infância é associada ao atraso no diagnóstico do tumor, níveis de estresse psicológico, concentrações plasmáticas de cortisol, ACTH e citocinas pró-inflamatórias, bem como a ocorrência de recidiva e segundo tumor primário. Análise de Kaplan-Meyer será realizada para avaliar se a ocorrência de trauma na infância e seus subtipos são fatores preditivos para a sobrevida dos pacientes com CCP. Esperamos que com este estudo possamos desvendar novos fatores preditivos para as respostas psicológicas e biológicas, como também para o prognóstico do câncer de cabeça e pescoço. (AU)