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Pensar dialeticamente e não dialeticamente: interpretação e história em Theodor W. Adorno

Processo: 20/02171-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2020
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2024
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
Pesquisador responsável:Ricardo Ribeiro Terra
Beneficiário:Felipe Ribeiro
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Teoria crítica   Interpretação   História natural   História   Memória histórica   Theodor W. Adorno

Resumo

O presente projeto de pesquisa visa sustentar a hipótese de que o conceito de interpretação tem um papel determinante na teoria crítica de Adorno, uma vez que permite entender a relação do autor com os vestígios de emancipação não cumprida deixados para trás no curso da história. Trata-se de mostrar, em primeiro lugar, como este conceito assume tal função a partir de um diagnóstico de época elaborado no período pós-guerra, que conduz a uma revisão da noção clássica de crítica da ideologia. Se esta depende da aposta tanto no ideal de transcendência das ideologias contemporâneas quanto no potencial explosivo das forças produtivas como motor material para a realização desse ideal, então o diagnóstico adorniano segundo o qual as forças produtivas foram integradas nas relações de produção conduz também a uma constatação do definhamento da força utópica antes contida no conceito de ideologia, que então perde seu objeto. A partir desse momento, a ideia de transcendência possível se torna, para Adorno, retrospectiva - ou "memória da transcendência" - que é justamente o "cânone" da interpretação filosófica. Em segundo lugar, trata-se de mostrar que tal hipótese depende da reconstrução da função interpretativa do conceito de história natural, que descreve o modo como a história, em cujo curso se apoiava o crítico da ideologia, se converte em segunda natureza, processo cego, alienado e autonomizado, ao passo que o natural, o arcaico, torna-se histórico, sendo aquilo que definhou por ser incompatível com a marcha violenta da história. Isto que definhou, o transitório, é objeto da interpretação filosófica, que então se volta aos vestígios de promessa não cumprida, para, por meio de constelações, do ensaio e da fantasia, dar expressão ao não idêntico, que tanto serve de protesto contra o curso da história, como conserva a promessa de algo novo. (AU)

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