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Análise de sinaptossomos isolados do hipocampo de pacientes com Epilepsia Do Lobo Temporal Mesial utilizando ferramentas de proteômica e metabolômica

Processo: 19/25948-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2020
Vigência (Término): 31 de julho de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Iscia Teresinha Lopes Cendes
Beneficiário:Amanda Morato Do Canto
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07559-3 - Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia - BRAINN, AP.CEPID
Assunto(s):Metabólitos   Hipocampo   Sinaptossomos   Proteínas   Epilepsia   Neurologia

Resumo

As epilepsias formam um conjunto de síndromes neurológicas crônicas, caracterizadas pela ocorrência de crises epilépticas espontâneas, causadas por descargas neuronais anormais. Das síndromes epilépticas em adultos, a Epilepsia do Lobo Temporal Mesial (ELTM) é o tipo mais comum, e cerca de 30 a 40% desses pacientes não apresenta resposta satisfatória às drogas antiepilépticas disponíveis (DAE). Na maioria dos pacientes com ELTM é encontrada uma lesão característica que envolve o hipocampo, a Esclerose Mesial Temporal (EMT). Esta é caracterizada por extensa morte neuronal levando à atrofia hipocampal. As DAE atuam por vários mecanismos, mas os principais são por bloqueio de canais iônicos, ou intervenção na atividade de neurotransmissores como GABA e Glutamato. As sinapses são comunicações elétricas ou químicas entre os neurônios, e sinaptossomos são vesículas membranosas que contém os componentes das sinapses e têm sido estudados para melhor avaliar os mecanismos envolvidos na transmissão sináptica. Os sinaptossomos possuem toda a maquinaria de liberação, reabsorção e armazenamento de neurotransmissores. Dessa forma, sinaptossomos são estruturas muito relevantes no processo de comunicação entre as células nervosas, sendo que proteínas sinápticas têm sido alvos terapêuticos em várias doenças neurológicas. Nesse contexto, nós propomos analisar os sinaptossomos isolados de tecido cerebral de pacientes com ELTM, mais especificamente do hipocampo, utilizando técnicas de proteômica e metabolômica, a fim de avaliar as possíveis alterações presentes nesses pacientes e que possam estar associadas à epileptogênese e a falha de resposta ao tratamento medicamentoso nesses pacientes. As alterações identificadas nos sinaptossomos podem se tornar potenciais alvos de novas intervenções terapêuticas para o tratamento da ELTM (AU)