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Nanopartículas formadas por proteínas recombinantes modulares: novas plataformas de combate às células tumorais

Processo: 20/00616-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2020
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Adriano Rodrigues Azzoni
Beneficiário:Fernanda Santos de Oliveira
Instituição-sede: Escola Politécnica (EP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Terapia genética   Células tumorais   Ácidos nucleicos   Nanopartículas   Proteínas recombinantes   Interferência de RNA

Resumo

A baixa eficiência de transferência de ácidos nucléicos para células tumorais é um problema recorrente em estudos de terapia gênica para o tratamento do câncer. Isso surge, principalmente, pela dificuldade de direcionamento e transporte das moléculas terapêuticas do exterior para o interior das células alvo, devido à presença de inúmeras barreiras físicas, enzimáticas e difusionais. Nosso grupo de pesquisa tem, ao longo dos últimos anos, desenvolvido proteínas recombinantes multifuncionais especialmente desenhadas para entrega gênica, buscando mimetizar a habilidade dos vírus de explorar as sinalizações e respostas extra- e intra-celulares para infectar as células. O principal objetivo deste projeto é o desenvolvimento e caracterização de novas proteínas recombinantes multifuncionais, capazes de se auto-organizarem em nanopartículas e realizar eficientemente o transporte de material genético (RNA de interferência) para o interior de células tumorais. Para esse fim, a proteína repórter GFP será fusionada a uma Desintegrina (Echistatina) que servirá como domínio de direcionamento. A proteína modular também contará com um domínio de interação com ácidos nucléicos baseado em argininas. Espera-se, dessa forma, a obtenção de nanopartículas siRNA-Proteína capazes de eficientemente proteger, direcionar, facilitar a entrada na célula e o tráfego intracelular de transgenes. A cinética de formação das nanopartículas, estabilidade e parâmetros físico-químicos como diâmetro hidrodinâmico e potencial zeta serão então avaliados e correlacionados com a eficiência de entrega do RNA para células tumorais. Para isso, moléculas de siRNA modelo capazes de silenciar o gene repórter Luciferase serão utilizadas nos estudos de formação das nanopartículas e de transfecção. Espera-se, dessa forma, o desenvolvimento de novos vetores protéicos capazes de eficientemente transportar e direcionar transgenes para células tumorais, além de levantar informações importantes sobre os mecanismos envolvidos nos processos de complexação, direcionamento, internalização e tráfego intracelular. (AU)