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Caracterização funcional de lectinas de Chromobacterium Violaceum

Processo: 20/07662-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2020
Vigência (Término): 30 de junho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Pesquisador responsável:José Freire da Silva Neto
Beneficiário:Isadora Caroline Alves Ferreira
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Genética molecular   Interações hospedeiro-patógeno   Biofilmes   Lectinas   In vivo   Chromobacterium violaceum   Virulência   Caracterização   Técnicas in vitro   Modelos animais

Resumo

As lectinas são proteínas ligantes de carboidratos presentes em todos os organismos que desempenham papel fundamental em mecanismos de reconhecimento e adesão em relações patógeno-hospedeiro. As lectinas bacterianas melhor caracterizadas são aquelas que atuam como adesinas ancoradas a superfície da célula bacteriana ou atuam como toxinas. O papel de lectinas solúveis de bactérias ainda é pouco explorado. Neste trabalho, pretendemos estudar o papel in vivo de duas lectinas solúveis produzidas pela bactéria patógena ambiental Chromobacterium violaceum. Embora a estrutura cristalográfica e a atividade de ligação a glicanos destas duas lectinas tenham sido determinadas in vitro, nada se sabe a respeito do papel delas na biologia da C. violaceum in vivo. Para desvendar as funções destas duas lectinas serão geradas linhagens mutantes e complementadas, as quais serão caracterizadas por vários testes fenotípicos em comparação com a linhagem selvagem de C. violaceum. Ensaios de adesão em superfícies abióticas ou em células em cultura serão realizados para averiguar se as lectinas tem papel na formação de biofilme e nos eventos de adesão e colonização do hospedeiro. O papel na patogênese será avaliado por ensaios de virulência em modelo animal. Os resultados obtidos neste projeto contribuirão para entender se lectinas são importantes na patogênese de C. violaceum, podendo subsidiar futuras estratégias anti-virulência bacteriana.