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Polarização de macrófagos M1 e M2 em indivíduos com baixa e alta aptidão cardiorrespiratória: potencial papel do tecido adiposo, envelhecimento e leptina

Processo: 19/26378-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de outubro de 2020
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Fábio Santos de Lira
Beneficiário:Caíque de Figueiredo
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Assunto(s):Imunometabolismo   Exercício físico   Macrófagos   Aptidão cardiorrespiratória   Idosos   Imunossenescência   Sistema imune   Obesidade

Resumo

Derivados de uma linhagem mielóide na medula óssea, os monócitos são células sanguíneas do sistema imune que quando infiltram nos tecidos se diferenciam em macrófagos de estado anti-inflamatório (M2) ou pró-inflamatório (M1). A polarização para o fenótipo M1 é potencializada no Tecido Adiposo Branco (TAB) de sujeitos obesos e idosos, exibe potencial na produção e liberação de citocinas de carácter inflamatório, favorece a persistência da inflamação crônica de baixo grau e exibe predominância do metabolismo glicolítico. Por outro lado, o fenótipo M2 é encontrado maioritariamente no TAB de indivíduos jovens eutróficos treinados, secreta citocinas que medeiam a resposta anti-inflamatória, apresenta metabolismo oxidativo e sua polarização é marcada pela prática de exercício físico. No entanto, há evidências de que o exercício físico é uma intervenção segura para reduzir o quadro pró-inflamatório persistente encontrado no processo de envelhecimento, chamado de imunosenescência, bem como na obesidade. Dessa forma, equilíbrio entre M1 e M2 é essencial para a manutenção do estado saudável e a aptidão cardiorrespiratória pode ser variável chave. A leptina é um hormônio liberado principalmente pelo TAB que, dentre a diversidade de funções fisiológicas, é capaz de modular a função dos macrófagos. A resposta dos macrófagos frente a estímulos de polarização para o fenótipo M1 ou M2, na presença ou ausência de leptina será avaliada em indivíduos que apresentam diferentes espessuras de gordura visceral, níveis de aptidão cardiorrespiratória e idade, averiguando a participação efetiva da via AMPK. (AU)