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Cápsulas de MIL-100 revestidas com quitosana e ciclodextrina como carreadores orais biocompatíveis

Processo: 19/26748-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2020
Vigência (Término): 30 de setembro de 2021
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia de Materiais e Metalúrgica - Materiais Não-metálicos
Pesquisador responsável:Leila Aparecida Chiavacci Favorin
Beneficiário:Mariane Dias Venturelli
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Liberação controlada de fármacos   Sistemas de liberação de medicamentos   Estabilidade de medicamentos   Portadores de fármacos   Estruturas metalorgânicas   Teste de biocompatibilidade   Cápsulas

Resumo

Os sistemas de liberação controlada de fármacos fazem parte de um segmento farmacêutico promissor, capazes de proporcionar maior estabilidade para o fármaco e maior eficácia terapêutica, além de poder reduzir efeitos adversos para tratamentos de diversas doenças como para o câncer. No entanto, a maioria dos materiais ainda apresenta como limitação principal a baixa capacidade de carrear grande massa de fármaco. Para superar essa limitação, as redes metal-orgânicas (do inglês Metal Organic Frameworks - MOFs) são usadas como uma alternativa. As MOFs são constituídas pela ligação coordenada entre metais e ligantes orgânicos e formam materiais cristalinos e altamente porosos. Visando melhorar a capacidade de incorporar grande quantidade de fármaco ou ainda moléculas ativas maiores, como proteínas, o desenvolvimento de cápsulas ocas a partir de MOF tem atraído muito o interesse, por apresentar propriedades desejáveis para a aplicação farmacêutica, como resistência mecânica, estabilidade e ser pH-sensível. As cápsulas de redes metal- orgânicas biocompatíveis, como MIL-100 (cuja composição é ferro e ácido trimésico), são candidatas promissoras para liberação controlada de fármaco. No entanto, apesar de todas essas vantagens, as partículas de MOF se agregam e se desestruturam em meio biológico. Uma alternativa para este problema seria revestir as nanopartículas para assegurar a estabilidade desse sistema, por exemplo em meio gastrointestinal. Desta maneira, este trabalho tem como objetivo preparar um nanocarreador biocompatível baseado nas cápsulas de MIL-100 revestidas com o polissacarídeo quitosana e ciclodextrina. Este método não deverá prejudicar as propriedades estruturais e habilidade de liberação das cápsulas. A interação entre a quitosana e a ciclodextrina com as cápsulas será caracterizada através da difração de Raios- X, infravermelho, espalhamento de luz dinâmico (DLS), potencial zeta e microscopia eletrônica de varredura. Os resultados irão contribuir para a compreensão de fenômenos envolvidos na modificação de superfície das cápsulas de MOF para aperfeiçoar as suas propriedades como carreador de fármaco. Este trabalho está inserido num projeto geral mais amplo e apoiado pela FAPESP na modalidade de Auxílio à Pesquisa Regular (Processo: 2017/21456-3).