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Observando o crescimento de nuvens amazônicas utilizando radar de apontamento vertical

Processo: 20/16618-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2021
Vigência (Término): 31 de outubro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Meteorologia
Pesquisador responsável:Micael Amore Cecchini
Beneficiário:Guido Giovanelli Haytzmann
Instituição-sede: Instituto de Física (IF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/17047-0 - O ciclo de vida de aerossóis e nuvens na Amazônia: emissões biogênicas, emissões de queimadas e impactos no ecossistema, AP.PFPMCG.TEM
Assunto(s):Microfísica de nuvens   Mudança climática   Radiação solar   Queima de biomassa   Aerossóis   Análise de dados   Bacia amazônica   Amazônia

Resumo

As dimensões horizontal e vertical das nuvens determinam em grande parte o seu papel no ciclo energético e hidrológico da atmosfera na Amazônia. A cobertura horizontal das nuvens afeta diretamente a quantidade de radiação solar refletida pelo planeta, enquanto a extensão vertical (ou profundidade) afeta a formação e o tipo de precipitação. Há evidências de que aumentos na concentração de aerossóis atmosféricos via queima de biomassa e emissões antropogênicas afetam ambas dimensões das nuvens, embora a correlação não seja muito bem quantificada ainda. Em um cenário de mudanças climáticas, com maiores temperaturas, menor umidade e maiores níveis de poluição, o comportamento dos campos de nuvens na Amazônia irá sofrer alterações que ainda não são totalmente compreendidas. Devido ao papel climático das nuvens na região, são necessários estudos para compreender como as dimensões das nuvens são afetadas por concentrações crescentes de aerossóis. Essa proposta visa contribuir com esse esforço a partir da análise de dados de aerossóis e nuvens coletados continuamente próximo à torre ATTO na Amazônia. As dimensões das nuvens serão caracterizadas pelo radar de apontamento vertical MIRA-35C instalado no sítio Campina-ATTO a aproximadamente 100 km a nordeste de Manaus. O radar opera na frequência de 35 GHz, especialmente otimizado para medir nuvens não precipitantes em crescimento. O Beneficiário irá aprender a manusear os dados coletados pelo instrumento, irá propor uma máscara de nuvens e calcular estatísticas de sua morfologia. Dados complementares de aerossóis coletados na torre ATTO serão utilizados para produzir estatísticas de ambientes relativamente limpos e poluídos. Os resultados gerados nessa proposta auxiliarão outros estudos feitos pelos pesquisadores do Laboratório de Física Atmosférica, que incluem modelagem de alta resolução (50 m) de nuvens rasas.