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Nietzsche, Wagner, Primo Levi e o legado de Bayreuth

Processo: 22/05427-1
Modalidade de apoio:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2024
Vigência (Término): 30 de junho de 2024
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
Pesquisador responsável:Henry Martin Burnett Junior
Beneficiário:Henry Martin Burnett Junior
Pesquisador Anfitrião: Oscar Quejido Alonso
Instituição Sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Local de pesquisa: Universidad Complutense de Madrid (UCM), Espanha  
Assunto(s):Filosofia da arte   Ética (filosofia)   Estética (filosofia)   Música   Friedrich Nietzsche
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Bayreuth | Ética e estética | Friedrich Nietzsche | música e filosofia | Primo Levi | Richard Wagner | Estética e filosofia da arte

Resumo

Este projeto de pesquisa pretende discutir o significado mais amplo do primeiro Festival de Bayreuth, organizado pelos Wagner em 1876, tanto do ponto de vista estético quando da perspectiva ética. Ao propor uma vinculação estreita entre música, cultura, política e sociedade, o wagnerismo propõe um revigoramento nacionalista da Alemanha a partir de um programa redentor que buscava nas fontes das narrativas míticas, e em um vigoroso avanço da linguagem musical, uma justificativa para transformar o Festival em um núcleo concentrado de poder. Nietzsche, que num primeiro momento aderiu de maneira irrestrita ao programa, percebeu uma profunda contradição ao notar que Wagner se aproximava do cristianismo histórico e do antissemitismo de maneira integrada. Algumas décadas depois, Leni-Riefensthal incorpora ética e esteticamente dispositivos nascidos do projeto de Bayreuth: concentração de poder, isolamento, nacionalismo, monumentalidade e redenção. Na obra de Primo Levi, todos esses elementos vão ser repassados à luz de uma ética singular, no interior da qual o conceito de eterno retorno implode pela primeira vez, já que tudo era possível, menos que Auschwitz se repetisse. Como pensar o wagnerismo hoje descolado de sua assimilação ao nacional-socialismo e aos ideais do nazismo? A crítica de Nietzsche na IV Consideração Extemporânea é ainda capaz de nos auxiliar a pensar no wagnerismo como um dos grandes feitos da cultura alemã? Como a obra de Primo Levi cria um nó górdio na discussão sobre as conexões entre ética e estética no século XX? (AU)

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