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Microbiota bacteriana intestinal de leitões desmamados alimentados com leite A1 e A2

Processo: 25/09922-5
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Data de Início da vigência: 01 de outubro de 2025
Data de Término da vigência: 30 de setembro de 2026
Área de conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Vera Letticie de Azevedo Ruiz
Beneficiário:Erick Marlon Pereira
Instituição Sede: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):25/25507-8 - Caracterização do microbioma rRNA 16S em segmentos intestinais de leitões alimentados com fenótipos distintos de leite tipo A, BE.EP.IC
Assunto(s):Microbioma gastrointestinal   Suínos
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:leite A2 | Microbioma intestinal | Suínos | Microbioma Animal

Resumo

A microbiota intestinal exerce papel central na homeostase do hospedeiro, influenciando a digestão, o sistema imune e o eixo intestino-cérebro. A dieta é um dos principais moduladores desse ecossistema microbiano, e o leite bovino, amplamente consumido por humanos, contém peptídeos bioativos como a beta-casomorfina-7 (BCM-7), gerada principalmente a partir da digestão da beta-caseína A1. A BCM-7 tem sido associada a processos inflamatórios e neurológicos em indivíduos sensíveis. Por outro lado, o leite contendo apenas a variante A2 da beta-caseína apresenta menor liberação de BCM-7, sendo potencialmente mais bem tolerado. Este projeto tem como objetivo investigar o impacto do consumo de leite bovino contendo variantes A1 ou A2 da beta-caseína sobre a composição da microbiota bacteriana de diferentes segmentos intestinais (duodeno, jejuno, íleo, cólon e ceco) de leitões desmamados, utilizando o modelo suíno como modelo translacional para a saúde humana. A microbiota será caracterizada por sequenciamento da região V4 do gene 16S rRNA. Serão analisadas as diversidades alfa e beta, bem como as abundâncias relativas e diferenciais das comunidades bacterianas entre os grupos experimentais. Espera-se que o leite A1 induza alterações segmentares na microbiota intestinal associadas a perfis pró-inflamatórios, enquanto o leite A2 promova maior estabilidade ecológica e tolerabilidade intestinal. Os achados poderão contribuir para a compreensão dos efeitos dos peptídeos bioativos do leite sobre a saúde intestinal, com potencial aplicação em estratégias nutricionais voltadas a populações humanas.

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