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Lavoisier e o eco de condillac

Processo: 25/06233-4
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado
Data de Início da vigência: 01 de março de 2026
Data de Término da vigência: 31 de maio de 2029
Área de conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Pedro Paulo Garrido Pimenta
Beneficiário:Danielly Lima dos Santos
Instituição Sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:23/14223-3 - A razão probabilística. Uma controvérsia da Ilustração (Condillac, d'Alembert, Diderot), AP.R
Assunto(s):Iluminismo   Linguagem
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Condillac | História da Filosofia Moderna | Iluminismo | Lavoisier | Linguagem | Filosofia Moderna; Iluminismo

Resumo

Antoine Lavoisier (1743-1794) publicou o Tratado Elementar de Química em 1789, onde propôs, como ele mesmo notou, uma revolução científica, esta consistiu principalmente na reformulação da nomenclatura. Ele afirma que seu trabalho se fundamentou nas bases epistemológicas de Condillac, mais especificamente a Lógica (1775-1780), mas não somente. A reforma da linguagem química foi para Lavoisier o problema central, afinal, a revolução feita por ele é, sobretudo, linguística. Em 1787, o químico empreendeu o projeto intitulado Método de Nomenclatura Química, mas, para chegar ao Tratado, Lavoisier entendeu que era preciso de um método, o qual encontrou desenvolvido nas obras de Condillac. Pretendemos mostrar que, assim como a matemática, a química moderna projetada por Lavoisier utiliza como mecanismo a análise e a analogia (princípios que constituem todas as línguas) para reelaboração da língua presente na ciência da química. Como afirma Lavoisier, independentemente da exatidão dos fatos ou da justeza das ideias, é a expressão adequada que levará o pensador ao erro ou não. Sendo assim, o químico francês aplica na química o 'antídoto condillaciano' - a retificação dos signos guiada pela analogia. Antes de Lavoisier, a filosofia presente na química em germe era composta de símbolos, que por definição são vazios, abstrações frívolas; com ele, a química nasce, ganha corpo e se torna uma filosofia da matéria. No entanto, não há consenso sobre a importância de Condillac para a produção do Tratado: Bensaude-Vincent considera o recurso retórico; Guerlac minimiza sua influência, indicando que outros autores, como Rousseau e D'Alembert, defendiam ideias semelhantes; Donovan, por sua vez, aponta razões políticas, já que Condillac não era visto como um autor subversivo. Até o momento, os estudos limitam-se a alusões superficiais, sem examinar de forma aprofundada a interlocução entre os dois autores. Neste contexto, propomos investigar em que medida a epistemologia condillaciana constitui uma condição de possibilidade para a química de Lavoisier, elaborando um estudo de caso que evidencie a aplicação prática dos princípios de Condillac no Tratado Elementar de Química. (AU)

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