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Poderia a reposição neonatal com testosterona prevenir as alterações induzidas pela corticoterapia pré-natal em ratos machos?

Processo: 07/53781-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2007
Vigência (Término): 30 de setembro de 2007
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral
Pesquisador responsável:Oduvaldo Câmara Marques Pereira
Beneficiário:Carina Leonelli
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Betametasona   Diferenciação sexual (núcleo celular)   Corticoterapia   Modelos animais

Resumo

O processo de diferenciação sexual envolve a determinação genética e a diferenciação sexual do cérebro, sendo esta última mediada por hormônios gonadais durante o período perinatal e responsável pelas diferenças fisiológicas, morfológicas, comportamentais e neuroanatômicas entre machos e fêmeas adultos. O hipotálamo de mamíferos, antes da diferenciação sexual, está organizado do tipo "feminino". No macho, o hipotálamo precisa ser masculinizado para que apareça o padrão tônico de secreção de gonadotrofinas e o comportamento de monta. O processo de diferenciação sexual hipotalâmica depende de um pico de testosterona que, em ratos, ocorre entre o 18º e 19º dias da gestação e entre 0 hora em útero e 2 horas após o nascimento. Dados recentes obtidos em nosso laboratório sugerem que a administração de corticosteróides durante o período pré-natal (similar à realizada em gestantes com risco de parto prematuro) pode levar um retardo ou diminuição destes picos, ocasionando uma incompleta masculinização e defeminização do hipotálamo, podendo comprometer o desenvolvimento sexual da prole masculina. Assim, o estudo dos efeitos tardios da terapia com betametasona sobre aspectos reprodutivos da prole vem sendo realizado. Torna-se, então, interessante a procura de meios e/ou condutas que sejam capazes de reverter ou prevenir tais alterações. Desta forma, objetiva-se investigar se a suplementação com testosterona, imediatamente após o nascimento, seria capaz de desempenhar tal papel. (AU)