| Processo: | 10/07090-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2012 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Odontologia |
| Pesquisador responsável: | Christie Ramos Andrade Leite Panissi |
| Beneficiário: | Jardel Francisco Mazzi Chaves |
| Instituição Sede: | Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Dor crônica Nociceptividade Articulação temporomandibular Disfunção temporomandibular Analgesia Ingestão de alimentos Modelos animais |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Atm | comportamento emocional | disfunção temporo-mandibular | dor crônica | Ingestão alimentar | Fisiologia Oral/Neurociências |
Resumo A exposição da pele ou outros órgãos à injúria ou a um perigo em potencial, isto é, a um estímulo nocivo, elicia intensa sensação desagradável a qual denominamos dor. A dor é uma experiência multidimensional que pode sofrer influências cognitivas, emocionais e motivacionais, as quais se relacionam com experiências sensoriais anteriores do indivíduo, estresse e também ansiedade. Neste contexto, a dor é uma submodalidade de sensação somática, integrada em áreas corticais e límbicas do sistema nervoso central. Assim, a dor é uma percepção, resultado da elaboração e abstração de um impulso sensorial aversivo, enquanto que, a nocicepção é produto da estimulação de receptores sensoriais específicos, os nociceptores. A sensibilidade dolorosa pode ser descrita de diferentes maneiras, porém, pode-se dividir os eventos dolorosos em duas grandes categorias: a dor aguda ou rápida e a dor lenta ou crônica. Cada um desses tipos de dor envolve mecanismos celulares distintos. A dor rápida ou aguda consiste da ativação majoritária de terminações nervosas livres de fibras Ad, sendo sensíveis a alterações mecânica ou térmica nocivas. No segundo caso, a dor lenta ou crônica é mais complexa. Em geral, é provocada por lesão dos tecidos que circundam os nociceptores e ocorrem diferentes fenômenos celulares que acentuam e prolongam a dor. Dentro desta perspectiva, as células lesadas, os mastócitos provenientes do sangue e os próprios terminais nervosos secretam substâncias que geram uma inflamação local. Considerando a resposta inflamatória que ocorre na região das articulações temporo-mandibulares (ATMs), esta tem sido considerada a causa da dor em pacientes portadores de disfunção temporomandibular (DTM). Essa inflamação pode ocorrer na membrana sinovial (sinovite) e/ou na cápsula (capsulite), podendo resultar de um trauma local, infecção ou degeneração, ou ser parte de uma doença de colágeno ou poliartrite sistêmica, como por exemplo, artrite reumatóide. Pacientes com DTM podem apresentar desordens relacionadas ao estresse caracterizadas por alterações somáticas e psicológicas como fadiga, distúrbios do sono, ansiedade e depressão. Alguns pacientes ainda alegam um grau de impacto da dor em suas vidas, especialmente nas atividades do trabalho, da escola, do sono e no apetite/alimentação. Embora a origem da dor associada à DTM pode ser variada, muitos sinais e sintomas são consistentes com disfunção neural central. Dentro deste contexto, evidências têm demonstrado que a redução da eficácia do sistema serotoninérgico endógeno no controle da dor pode estar envolvido na patofisiologia da dor crônica da DTM. Desta maneira, os objetivos deste projeto será avaliar, em ratos portadores de dor crônica da ATM bilateralmente induzida por administração intraarticular de Adjuvant de Freund, o comportamento alimentar e emocional (exposição ao labirinto em cruz elevado). | |
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