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Estudo físico-químico da atividade fungicida de derivados anfifílicos de quitosana contra fungos do gênero Aspergillus : interação com modelos de membranas

Texto completo
Autor(es):
Mirelle Takaki
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas.
Data de defesa:
Membros da banca:
Dayane Batista Tada; Eduardo Alves de Almeida
Orientador: Vera Aparecida de Oliveira Tiera
Resumo

O presente trabalho descreve a síntese, caracterização e estudo das propriedades antimicrobianas de derivados anfifílicos de quitosana contra o fungo Aspergillus flavus. A quitosana utilizada nas sínteses foi obtida a partir da reação de desacetilação heterogênea de quitosana comercial. O grau médio de desacetilação foi determinado por Ressonância Magnética Nuclear de Hidrogênio, cujo resultado foi de 97,3%. As massas moleculares das quitosanas comercial e desacetilada foram determinadas por cromatografia de permeação em gel e os resultados obtidos foram 338,46 kDa e 137,12 kDa, respectivamente. Os derivados anfifílicos foram sintetizados em um processo de duas etapas: inicialmente realizou-se a alquilação da quitosana desacetilada pela inserção de uma proporção fixa de grupos dodecila (4%) na cadeia polimérica com posterior redução da base de Schiff empregando-se borocianohidreto de sódio. Em seguida foram inseridas proporções crescentes do grupo quaternário pentiltrimetilamônio. Os graus de substituição com grupos dodecila (GSDD) e grupos pentiltrimetilamônio (GDPE) foram determinados por RMN de 1H. O GSDD obtido foi de 4,0%, enquanto que os GDPE foram de 4,8; 12,7 e 46,3%. Todos os derivados sintetizados foram testados in vitro contra o fungo Aspergillus flavus em concentrações crescentes. Os ensaios microbiológicos mostraram que os derivados modificados com grupos dodecila e pentiltrimetilamônio são mais eficientes em inibir o crescimento do fungo Aspergillus flavus quando comparado à quitosana desacetilada e que a presença de grupos hidrofóbicos na cadeia do polímero proporciona uma interação mais forte com a membrana celular. Os resultados dos estudos utilizando modelos de membranas corroboraram com os dos ensaios microbiológicos, evidenciando que a presença de grupos dodecila na cadeia da quitosana aumenta a interação com as vesículas, resultando em... (AU)

Processo FAPESP: 13/16021-7 - Estudo físico-químico da atividade fungicida de derivados anfifílicos de quitosana contra fungos do gênero Aspergillus: interação com modelos de membranas
Beneficiário:Mirelle Takaki
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado