Texto completo
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| Autor(es): |
Juliana Aparecida Preto de Godoy
Número total de Autores: 1
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| Tipo de documento: | Tese de Doutorado |
| Imprenta: | Campinas, SP. |
| Instituição: | Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Biologia |
| Data de defesa: | 2014-08-29 |
| Membros da banca: |
Cristina Pontes Vicente;
Arnaldo Rodrigues dos Santos Junior;
Helena Coutinho Franco de Oliveira;
Silvia Borges Pimentel de Oliveira;
Alexandre Bruni Cardoso
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| Orientador: | Cristina Pontes Vicente |
| Resumo | |
A aterosclerose é uma doença que acomete os vasos sanguíneos através da formação exacerbada de placas de gordura, interrompendo o fluxo de sanguíneo. A intervenção cirúrgica mais utilizada nesses casos é a angioplastia coronária percutânea, entretanto, esse procedimento pode ocasionar uma lesão ao endotélio, onde os processos trombótico e inflamatório são iniciados. Neste processo ocorre o recrutamento de células inflamatórias e a migração e adesão das células progenitoras endoteliais (CPE) para o local da lesão de modo a recuperar o dano endotelial. As CPE são células existentes na população de células mononucleares (MNC) da medula óssea e podem estar envolvidas no processo de reparo endotelial. Os glicosaminoglicanos, como o dermatan sulfato (DS) e o condroitin sulfato fucosilado (CSF), são moléculas que atuam como agentes antitrombóticos, anticoagulantes e anti-inflamatórios. Neste estudo, analisamos a influência do DS e CSF e da terapia com CPE na inflamação e trombose após lesão arterial em camundongos selvagens (C57BL06) e deficientes em apolipoproteína E (ApoE-/-). Todos os animais foram submetidos a um procedimento cirúrgico na artéria carótida comum esquerda, mimetizando a lesão causada por angioplastia em humanos. Proteínas/fatores envolvidos nos processos iniciados logo após a lesão endotelial foram analisados por western blotting (ICAM-1, P-selectina, eNOS e SDF-1) e por Elisa (TNF-?, IL-10, SDF-1 e TGF-?); as artérias carótidas lesionadas foram analisadas histologicamente para se verificar a formação de trombo e a atividade de gelatinases por zimografia `in situ¿. Todas as análises foram realizadas 1 e 3 dias após a lesão arterial. Observamos nos camundongos C57BL/6 que o tratamento com DS foi capaz de diminuir a reação inflamatória inicial e, ao mesmo tempo, estimular a migração de células progenitoras para o local da lesão; tal resultado foi observado em relação ao uso de CSF, apesar deste não prevenir a formação de trombo. A terapia utilizando MNC isoladas ou em conjunto com DS ou CSF aumentou a resposta inflamatória inicial. O uso de CPE também ocasiona essa resposta, mas quando utilizamos a EPC junto com DS obtemos uma menor resposta inflamatória e, ao mesmo tempo, aumento da expressão de eNOS, melhorando o tônus vascular. Nos camundongos ApoE-/-, os tratamentos não foram capazes de melhorar a resposta inflamatória; o tratamento com CPE e CSF foi o mais eficaz, diminuindo a resposta inflamatória e melhorando o tônus vascular. Concluímos que as terapias com os glicosaminoglicanos (DS ou CSF) foram capazes de diminuir as respostas trombóticas e inflamatórias iniciais. Além disso, que a injeção de MNC leva a um aumento da resposta inflamatória provavelmente devido ao caráter inflamatório destas células. Concluímos, que os GAGs podem estar atuando como moléculas de quimioatração das células ao mesmo tempo em que evitam a trombose e inflamação iniciais exacerbadas e que podem ser utilizados como agentes coadjuvantes na terapia celular para a recuperação de dano endotelial (AU) | |
| Processo FAPESP: | 10/01119-3 - Influência do tratamento com glicosaminoglicanos no processo inflamatório e na terapia celular utilizando células progenitoras endoteliais para recuperação de lesões arteriais de camundongos. |
| Beneficiário: | Juliana Aparecida Preto de Godoy |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |