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Avaliação visceral da técnica sorológica para Leishmaniose visceral e doença de Chagas em animais silvestres e identificação molecular

Texto completo
Autor(es):
Michely da Silva Tenório
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Botucatu. 2016-06-07.
Instituição: Universidade Estadual Paulista (Unesp). Faculdade de Medicina. Botucatu
Data de defesa:
Orientador: Simone Baldini Lucheis; João Pessoa Araújo Júnior
Resumo

Animais silvestres são importantes fontes de infecção de leishmanioses e doença de Chagas, para espécies domésticas e o homem. A PCR com emprego de iniciadores da região ITS1 associando-se clonagem e seqüenciamento de DNA alvo permite caracterizar espécies parasitas. Pelo uso de imunorreagentes específicos também possibilitam a investigação da infecção natural entre diferentes espécies de animais silvestres para ambas enfermidades. Foram avaliados isolados flagelares em meio LIT (hemocultura) de 103 animais procedentes do Centro de Conservação da Fauna Silvestre de Ilha Solteira/SP e 118 amostras de soros. Em ensaios imunoenzimáticos utilizaram-se as proteínas recombinantes CRA e FRA de Trypanosoma cruzi e rK39 de Leishmania infantum. Conjugados espécie-específicos foram produzidos para diferentes espécies e empregados no teste de ELISA indireto e a proteína A conjugada foi avaliada para testes sorológicos com emprego da rK39. Soros de cães reagentes para leishmaniose visceral e de humanos para doença de Chagas foram testados para verificar a reatividade contra estas proteínas. Observou-se na hemocultura, flagelados para as seguintes espécies de vida livre: cotia, gambá e tatu-galinha; espécie em cativeiro: bugio-preto. Produtos foram amplificados pela PCR (585 pb) a partir de hemocultura em animais de vida livre e de um animal em cativeiro (650 pb) em amostra de sangue total. Os amplificados foram inseridos em vetor de clonagem e sequenciados resultando-se em 97% de similaridade com T. cruzi para gambá e cotia (acesso nº: AF362825.1) e tatu-galinha (acesso nº: GQ258720.1) com 98%. No isolado de bugio-preto houve 90% de similaridade com T. minasense (acesso nº: AB362411.1). Estes resultados apresentam o primeiro relato destas espécies parasitárias de importância epidemiológica na área de estudo e demonstraram vantagem ao associar-se a hemocultura às técnicas moleculares para caracterização de... (AU)