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Estudo do efeito do estresse por subjugação social sobre o comportamento nociceptivo de camundongos e mecanismos neurobiológicos associados

Autor(es):
Marco Oreste Finocchio Pagliusi Junior
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Biologia
Data de defesa:
Membros da banca:
Silvana Chiavegatto; Maria Andréia Delbin
Orientador: Carlos Amilcar Parada
Resumo

Embora a dor não seja um dos sintomas para diagnóstico de depressão, estudos epidemiológicos indicam uma estreita associação entre transtorno depressivo e dor crônica. Isto é evidenciado por observações clínicas onde pacientes com depressão possuem altas taxas de prevalência de dor crônica e, ao mesmo tempo, pacientes que sofrem de dor crônica também são constantemente diagnosticados com transtornos depressivos. Diversas características clínicas e biológicas são compartilhadas entre dor e depressão, entre elas estão diversas estruturas neuroanatômicas, circuitos neurais e sistemas de neurotransmissores, os quais apresentam mudanças similares nestas duas condições. No modelo de estresse por subjugação social, desenvolvido recentemente, camundongos intrusos são expostos a camundongos reidentes (de uma linhagem mais robusta e agressiva), sofrendo breves períodos de agressão física seguidos por longos períodos de contato sensorial. O camundongo subjugado pode apresentar diversas características comportamentais e fisiológicas do tipo depressivas e, nesse caso, são considerados suscetíveis; por outro lado, alguns camundongos subjugados não apresentam estas alterações comportamentais e fisiológicas, sendo estes chamados de resilientes. Contudo, não há dados que considerem a sensibilidade a dor destes animais. Sendo assim, este estudo visa investigar a resposta comportamental destes animais par estimulação niciceptiva, através do teste de Von Frey e de capsaicina. Para isto, três grupos experimentais foram estabelecidos: grupo controle, onde o camundongo intruso foi pareado com outro camundongo da mesma linhagem; grupo suscetível e, finalmente, grupo resiliente. Nossos dados mostraram que camundongos suscetíveis apresentam maior sensibilidade a dor em ambos os testes quando comparados aos grupos controle e resiliente. Além disso, constatamos que o grupo resiliente possui um limiar de dor intermediário quando comparado aos outros dois grupos. O estresse por subjugação social aumentou a expressão de BDNF na VTA dos camundongos suscetíveis, mas não no grupo resiliente, em comparação ao controle. Os níveis protéicos das isoformas de BDNF foram avaliados no NAc; nossos resultados apresentaram uma diminuição da isoforma madura de BDNF nos grupos estressados em comparação ao controle, um aumento da isoforma truncada no grupo suscetível e nenhuma diferença nos níveis protéicos da isoforma precursora do BDNF. Estes resultados sugerem a existência de um processo comum de plasticidade neural entre dor crônica e transtornos depressivos induzidos por estresse. Nossos resultados experimentais corroboram com a co-morbidade entre dor e transtorno depressivo frequentemente observados na clínica. (AU)

Processo FAPESP: 13/09749-4 - Estudo do efeito do Estresse por Submissão Social sobre o comportamento nociceptivo de camundongos e mecanismos neurobiológicos associados.
Beneficiário:Marco Oreste Finocchio Pagliusi Junior
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado