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Estudo de mutações nos genes CX46, CX50 e HSF4 em pacientes com catarata congênita

Texto completo
Autor(es):
Ana Luíza de Araújo
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Data de defesa:
Orientador: Mônica Barbosa de Melo
Resumo

A catarata congênita é a principal causa de cegueira reversível na infância, com prevalência de um a cinco casos por 10.000 nascidos vivos. A forma hereditária corresponde a cerca de 50% desses casos, sendo a herança autossômica dominante a mais frequente. As alterações gênicas responsáveis pela catarata congênita não-sindrômica levam a mudanças nas proteínas do cristalino, tais como cristalinas, proteínas de transporte de membrana (dentre as quais as conexinas) e do citoesqueleto, além de alterações nos genes relacionados ao desenvolvimento ocular (dentre os quais o HSF4). As cataratas nuclear e lamelar são duas das formas mais comuns das opacidades congênitas, e alterações nos genes CX46 e CX50, que codificam as proteínas conexinas, têm sido relacionadas ao fenótipo nuclear, enquanto alterações no gene HSF4 têm sido associadas ao fenótipo lamelar. O objetivo do presente estudo foi avaliar mutações presentes nos genes CX46, CX50 e HSF4 em famílias brasileiras portadoras de catarata congênita bilateral nuclear ou lamelar, anteriormente investigadas para os genes CRYAA, CRYGC e GRYGD. O exame oftalmológico e a análise molecular foram realizados em 78 indivíduos pertencentes a onze famílias atendidas no ambulatório de catarata congênita do Hospital de Clinicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). As regiões codificadores e fronteiras intron/exon foram avaliadas por meio da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) e sequenciamento direto. Foram identificadas 19 alterações nos três genes estudados, cinco das quais inéditas. As mutações P59L no gene CX46 e W45L, D47H e P280R no gene CX50 mostraram-se potencialmente deletérias para a função da proteína, além de segregarem com a doença nas famílias 1 (D47H), 3 (P59L), 8 (P280R), 9 (W45L) e 11 (D47H). Dessa forma, das onze famílias estudadas, foi possível identificar quatro mutações provavelmente responsáveis pela etiologia da catarata congênita em cinco famílias, todas nos genes das conexinas, demonstrando a importância dessas proteínas na manutenção da transparência do cristalino. As mutações identificadas nas conexinas 46 e 50 podem explicar 45,45% da catarata congênita hereditária dos fenótipos nuclear e lamelar nesta amostra da população do sudeste brasileiro (AU)

Processo FAPESP: 13/05316-6 - Estudo de alterações estruturais nos genes cx46, cx50 e hsf4 em pacientes com catarata congênita
Beneficiário:Ana Luiza de Araujo
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado