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Avaliação do uso da acetilcisteína na atenuação das toxicidades induzidas por cisplatina em pacientes com câncer de cabeça e pescoço em tratamento com quimioterapia e radioterapia : influência do estresse oxidativo

Texto completo
Autor(es):
Marília Berlofa Visacri
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Ciências Médicas
Data de defesa:
Membros da banca:
Gustavo Jacob Lourenço; Sisi Marcondes; Luis Antonio Salazar Navarrete; Adriano Max Moreira Reis
Orientador: Patricia Moriel; Carmen Silvia Passos Lima
Resumo

O câncer de cabeça e pescoço é o quinto mais prevalente no mundo. O melhor tratamento para os casos avançados é a quimioterapia com cisplatina concomitante a radioterapia. A cisplatina é conhecida pela sua alta toxicidade e um dos mecanismos propostos é o estresse oxidativo. O papel antioxidante e protetor da acetilcisteína nas toxicidades causadas por cisplatina já foi demonstrado em modelos experimentais, entretanto, sua eficácia em pacientes ainda não foi elucidada. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da acetilcisteína na atenuação das toxicidades induzidas por cisplatina em pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Trata-se de um estudo randomizado, duplo-cego, placebo-controlado com 57 pacientes em tratamento com quimioterapia com altas doses de cisplatina, concomitante a radioterapia. Os pacientes foram randomizados e lhes foi administrado: (a) xarope de acetilcisteína, 600 mg, via oral, uma vez ao dia, à noite, por sete dias consecutivos (dois dias antes da quimioterpia, no dia da quimioterapia e quatro dias após a quimioterapia), n = 28; ou (b) placebo, administrado da mesma forma que a acetilcisteína, n = 29. Foram avaliadas as toxicidades renais, auditiva, hepáticas, hematológicas e gastrointestinais. A gravidade foi classificada pelo Common Toxicity Criteria for Adverse Events (versão 4, grau 0 a 4). Também foram analisados a resposta clínica ao tratamento oncológico, qualidade de vida e estresse oxidativo plasmático e celular. Foi observada uma alta prevalência da maioria das toxicidades após o tratamento com cisplatina, entretanto, os parâmetros foram similares entre os grupos. Houve predominância de resposta parcial ao tratamento. Pacientes de ambos os grupos apresentaram o mesmo padrão de qualidade de vida. Na análise de estresse oxidativo celular e plasmático, diferenças sutis foram observadas. Para todos os desfechos, no geral, não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Portanto, a acetilcisteína não atenuou as toxicidades e estresse oxidativo celular e plasmático induzidos por cisplatina, nem alterou a qualidade de vida e resposta clínica. Mais estudos precisam ser conduzidos para testar o efeito de outras doses e vias de administração da acetilcisteína, bem como o intervalo entre a administração de cisplatina-acetilcisteína, em pacientes (AU)