Texto completo
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| Autor(es): |
Eduardo Henrique Goulin
Número total de Autores: 1
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| Tipo de documento: | Tese de Doutorado |
| Imprenta: | Campinas, SP. |
| Instituição: | Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Biologia |
| Data de defesa: | 2017-08-29 |
| Membros da banca: |
Marcos Antonio Machado;
Nelson Sidnei Massola Júnior;
Suzete Aparecida Lanza Destéfano;
Edson Luiz Furtado;
Jorge Mauricio Costa Mondego
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| Orientador: | Marcos Antonio Machado |
| Resumo | |
Desde a antiguidade a cultura dos citros é economicamente importante para vários países ao redor do mundo. O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de citros e seus derivados, tendo em sua região Sudeste a maior concentração de pomares. Muitos fitopatógenos são responsáveis por significativas perdas na produção citrícola e na qualidade dos frutos. Dentre as doenças causadas por fungos a podridão floral é caracterizada por lesões nas pétalas podendo acometer os frutos em formação provocando sua queda prematura. Um dos agentes causais pertencente ao complexo de espécies Colletotrichum acutatum é o Colletotrichum abscissum. O controle dessa doença é baseado na utilização de fungicidas que agem interrompendo a respiração celular do patógeno. Da mesma forma, esse é o alvo para controle de outra importante doença que acomete os citros, a mancha preta, cujo agente causal é o fungo Phyllosticta citricarpa. Porém, são comuns descrições de resistência dos patógenos associada à controladores químicos. Novas tecnologias vêm sendo desenvolvidas para controlar fitopatógenos, dentre elas as baseadas em RNA interferente (RNAi). A fim de melhor entender os processos e indicar possíveis estratégias de controle de podridão floral. Inicialmente, realizou-se a caracterização filogenética do isolado C. abscissum. Em seguida, o genoma desse isolado foi sequenciado, montado e anotado. Com isso, foi possível a busca por genes de proteínas da maquinaria de silenciamento gênico, indicando a presença desse mecanismo nesse fungo, além de possíveis alvos para controle via RNAi. Valendo-se dessas informações, comprovou-se o funcionamento dessa maquinaria utilizando silenciamento de proteína repórter. Posteriormente, após certificar-se que a técnica é funcional, foram silenciados genes endógenos de subunidades de proteínas envolvidas na respiração celular, que são usualmente alvos de fungicidas químicos, indicando a perspectiva do uso de estratégias baseadas em RNAi para controle da podridão floral, o que diminui a probabilidade de aparecimento de resistência, comumente associada a uma mutação de ponto. Um método eficiente e confiável de indução de sintoma in vitro de podridão floral foi desenvolvido para avaliação de alterações de patogenicidade em mutantes de C. abscissum (AU) | |
| Processo FAPESP: | 12/23381-7 - Avaliação de transcriptomas e de genes candidatos potenciais para uso em sistema de RNAi em fungos patogênicos de citros |
| Beneficiário: | Eduardo Henrique Goulin |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |