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Extremos de chuva na Região Metropolitana de Campinas (SP) : impactos, análise socioeconômica e políticas públicas

Texto completo
Autor(es):
Marina Sória Castellano
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Geociências
Data de defesa:
Orientador: Lucí Hidalgo Nunes
Resumo

O estudo levantou os impactos associados aos eventos extremos de chuva para os municípios da Região Metropolitana de Campinas, observando onde eles ocorreram com mais frequência, os estratos sociais mais afetados, a possível relação entre o planejamento urbano e a ocorrência de tais impactos, verificando se os montantes mais extremos causaram maiores transtornos. Foram avaliados dados diários de chuva de 11 postos pluviométricos entre 1970 e 2009, com definição dos extremos pela técnica dos quantis. Os impactos foram levantados em jornais e os mapeamentos (desabrigados, imóveis e vias invadidas pela água, feridos, mortos e total de ocorrências) tiveram por base o Atlas da Vulnerabilidade Social (IPEA). Os documentos oficiais de planejamento consultados foram os Planos Diretores e as Leis de Uso e Ocupação dos municípios de Artur Nogueira, Campinas e Sumaré, selecionados por particularidades observadas na análise dos impactos. A relação entre os montantes e as ocorrências foi estabelecida por correlação linear simples. Os impactos associados às chuvas aumentaram consideravelmente nos municípios ao longo do período. Nas décadas mais recentes (1990 e 2000), grande parte das ocorrências se deu em áreas de baixa ou muito baixa vulnerabilidade. Entretanto, alguns bairros identificados pela grande quantidade de ocorrências não seguiram essa tendência. Campinas se destacou perante os outros municípios por ter apresentado maior número de ocorrências em números absolutos em todo o período, porém houve melhora quantitativa e qualitativa da década de 1990 para a de 2000, fato que pode estar associado às ações da Defesa Civil no período. Sobre o planejamento, percebeu-se haver grande discrepância entre a teoria e a prática e que as ocorrências se deram independente da existência de Planos Diretores. A respeito da relação entre chuvas extremas e ocorrências, notou-se que maiores montantes não necessariamente causaram mais impactos. Assim, a RMC mostrou melhoras e pioras a respeito dos impactos deflagrados por chuvas, mas dada sua importância crescente essas questões devem ser mais bem equacionadas nas instâncias municipais e no nível regional, para que no futuro haja apenas melhorias consistentes para o conjunto dos municípios (AU)

Processo FAPESP: 12/00883-7 - Extremos de chuva na Região Metropolitana de Campinas: impactos, análise espacial, socioeconômica e políticas públicas
Beneficiário:Marina Sória Castellano
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado