Busca avançada
Ano de início
Entree


Pesquisa dos vírus adenovírus, poliomavírus, citomegalovírus e herpesvírus humano 6 e 7 em pacientes pediátricos com doença glomerular

Texto completo
Autor(es):
Menoni, Silvia Mendonça Ferreira
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas
Data de defesa:
Resumo

Poucos estudos com infecções virais utilizam como grupo de estudo pacientes pediátricos com doenças glomerulares. Objetivos: verificar a frequência de infecção ativa causada pelos herpesvírus Epstein-Barr (EBV), citomegalovírus humano (HCMV), herpesvírus humano 6 (HHV-6 tipos A/B) e o herpesvírus humano 7 (HHV-7) e dos vírus adenovírus humano (HAdV) e poliomavírus humano (BKV) em crianças e adolescente com doenças glomerulares e analisar uma possível associação entre infecção ativa viral e outros dados clínicos. Pacientes e Métodos: foram elaborados dois estudos, um transversal contendo 83 pacientes e outro longitudinal, com uma coorte prospectiva de 35 pacientes, monitorados semanalmente e mensalmente. Coletou-se plasma e/ou urina para extração de DNA e, através da utilização de técnica de detecção de ácidos nucleicos, a NESTED-PCR, foi possível detectar o DNA viral nestas amostras. No estudo transversal, a idade média foi de 10 anos (1,4-19±4,4 anos), sendo 46 pacientes do sexo masculino (55,4%). Cinquenta pacientes estavam em remissão no momento da coleta (60,2%). Nessa casuística, 31/83 (37%) tiveram viremia ou virúria presente. A distribuição dos resultados do DNA dos vírus encontrados foi: onze casos HHV-7, nove HHV-6, cinco HCMV, 4 adenovírus, 2 casos BKV e 2 EBV, sendo que dois pacientes apresentaram dois vírus na mesma amostra. A frequência de vírus nos pacientes com recidiva da doença de base foi maior do que nos pacientes em remissão (47% vs 32%), embora essa diferença não seja estatisticamente significativa (p=0,131). A ocorrência dos vírus na doença secundária foi maior do que nos pacientes com glomerulopatia primária (60% vs 34%), (p=0,164). A distribuição do tipo de vírus mostrou maior frequência de HCMV na glomerulopatia primária (p=0,07). Com relação à faixa etária, dos 31 pacientes com resultados de vírus positivo, 21 eram maiores de 10 anos, enquanto que somente 10 tinham menos que 10 anos (p=0,014). Não houve associação entre a dose de prednisona ou a dose de ciclosporina e a presença de viremia ou virúria (p=0,583 e p=0,62, respectivamente). No estudo longitudinal, trinta e sete amostras biológicas apresentaram DNA positivo para um ou mais vírus analisados do total de amostras coletadas (8%). Infecções ativas virais foram detectadas em 11/35 pacientes (31,4%). Coinfecção viral ocorreu em 6/11 pacientes (54,5%), recorrência viral em 4/11 (36,4%) e infecção viral consecutiva em 7/11 (63,6%). Dez pacientes com infecção ativa viral estavam em recidiva (91%) e 1 estava em remissão (9%). Oito pacientes com infecção ativa viral foram hospitalizados em relação aos que não tiveram infecção ativa viral (72,7% vs 16,7%) e esta diferença foi estatisticamente significativa (p=0,0022). Infecção ativa pelo HCMV foi a mais frequente em 6/11 pacientes (54,5%). Destes, 3/6 (50%) tiveram provável doença por HCMV no trato gastrointestinal e um deles teve coinfecção pelo vírus HHV-7. As frequências das outras infecções ativas virais foram: 45,5% para BKV, 27,3% para HHV-7, 18,2% para EBV, 18,2% para AdVH e para HHV-6 foi 9%. O monitoramento das infecções ativas causadas por vírus em pacientes pediátricos com DG apresentada neste estudo é muito importante porque possibilitou identificar infecções virais ativas que podem causar recidiva, hospitalização e outras complicações nestes pacientes (AU)

Processo FAPESP: 16/07892-2 - "pesquisa dos vírus adenovírus, poliomavírus (bk) e betaherpesvírus em pacientes pediátricos com glomerulopatias crônicas e transplantados renais".
Beneficiário:Silvia Mendonça Ferreira Menoni
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado