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Caracterização, biocompatibilidade, perfil de permeação e eficácia anestésica de uma formulação de lidocaína associada a nanocápsulas de poli(épsilon-caprolactona)

Texto completo
Autor(es):
Cleiton Pita dos Santos
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Piracicaba, SP.
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Odontologia de Piracicaba
Data de defesa:
Membros da banca:
Maria Cristina Volpato; Viviane Fusco Seixas; Vanessa Rocha Lima Shcaira; José Ranali; Bruno Bueno Silva
Orientador: Maria Cristina Volpato; Michelle Franz Montan
Resumo

A lidocaína é o anestésico local padrão ouro, apresentando latência curta e duração moderada quando associada a vasoconstritor. Entretanto, sem vasoconstritor promove anestesia de curta duração na polpa dental e, quando utilizado como anestésico tópico no palato não bloqueia a dor da injeção. Os sistemas de liberação de medicamentos, como as nanoparticulas, tem se mostrado eficazes em diminuir a toxicidade e aumentar a duração da anestesia e a permeação desses fármacos. Desta forma, este estudo teve como objetivos caracterizar uma formulação de lidocaína associada a nanocápsulas de poli(epsilon-caprolactona) (LDC-Nano), avaliar seu efeito citotóxico, a capacidade atravessar a mucosa e a eficácia anestésica em tecido inflamado, comparando com as formulações de lidocaína (LDC) e lidocaína associada à epinefrina (LDC-Epi). Foram avaliados por 120 dias o pH das suspensões, e o tamanho e índice de polidispersão das nanopartículas (técnica de espalhamento da luz dinâmica). Os termogramas das formulações (LDC-Nano e nanocápsulas sem anestésico - Nano), dos componentes (LDC, poli(epsilon-caprolactona) - PCL) e a mistura física destes foram avaliados por calorimetria diferencial de varredura. A eficiência de encapsulação foi analisada por ultrafiltração-centrifugação. A citotoxicidade das formulações foi determinada pelo teste MTT em células HaCaT. A capacidade de permeação da formulação foi determinada in vitro em célula de difusão vertical tipo Franz através de epitélio de esôfago de porco. A eficácia anestésica foi testada in vivo em modelo de inflamação (ferida cirúrgica na pata de ratos) com o analgesímetro de von Frey. Os resultados foram avaliados pelos testes t (diâmetro e polidispersão), regressão não linear (MTT), t com correção de Welch (permeação), ANOVA e comparações múltiplas de Holm-Sidak (duração da anestesia) e Log-Rank Mantel-Cox (sucesso da anestesia), com significância de 5%. As formulações LDC-Nano e Nano apresentaram, respectivamente, tamanho médio de 557,8 ± 22,7 nm e 530,5 ± 9 nm, índice de polidispersão de 0,08 ± 0,01 e 0,16 ± 0,02 e pH 8,1 ± 0,21 e 6,3 ± 0,21, permanecendo estáveis por 120 dias. A eficiência de encapsulação foi de 51, 8 ± 1,87%. O teste de calorimetria mostrou haver interação entre lidocaína e nanocápsulas. A DL50 da LDC-Nano e LDC foi respectivamente 0,47% e 0,48% e ambas diferiram da LDC-Epi (0,57%) (p <0,0001). A LDC-Nano aumentou o fluxo (p<0,0001) e a permeabilidade (p=0,0002) através do epitélio esofágico em relação à LDC. No teste in vivo LDC-Nano aumentou o tempo de anestesia (43 ± 8 min) (p=0,0003) em relação a LDC (24 ± 11 min), porém LDC-Epi apresentou duração maior (118 ± 10 min) (p<0,0001). Concluindo, LDC-Nano apresentou boas características físico-químicas e estabilidade, sem alterar a citotoxidade da lidocaína. Embora a encapsulação tenha aumentado o tempo de anestesia da lidocaína em tecido inflamado, seu efeito foi inferior ao promovido pela associação com epinefrina. O aumento na permeação com a lidocaína encapsulada coloca em perspectiva um possível uso tópico para essa formulação (AU)

Processo FAPESP: 12/02590-7 - Estudos de permeação e biocompatibilidade de formulações de lidocaína associada a nanocápsulas de poli(epslon-caprolactona)
Beneficiário:Cleiton Pita dos Santos
Modalidade de apoio: Bolsas no Brasil - Doutorado