Texto completo
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| Autor(es): |
Monique de Fatima Mello Santana
Número total de Autores: 1
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| Tipo de documento: | Tese de Doutorado |
| Imprenta: | São Paulo. |
| Instituição: | Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina (FM/SBD) |
| Data de defesa: | 2025-06-04 |
| Membros da banca: |
Marisa Passarelli;
Alexandre José Faria Carrilho;
Sergio Catanozi
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| Orientador: | Marisa Passarelli |
| Resumo | |
O câncer de mama é uma das principais causas de mortalidade em mulheres. Além dos fatores de risco clássicos, o colesterol na lipoproteína de densidade alta (HDLc) tem sido associado ao desenvolvimento do câncer de mama, embora os resultados sejam controversos. A HDL medeia a remoção do excesso de colesterol celular e exerce ações antioxidantes, anti-inflamatórias e transporta microRNAs (miRs), proteínas e lípides bioativos que podem influenciar a evolução do câncer de mama. Estes aspectos de funcionalidade não são refletidos pela determinação do HDLc. Avaliou-se em mulheres recentemente diagnosticadas com câncer de mama invasivo (estágios I a IV) isentas de tratamento, o perfil de microRNAs (miRs), a proteômica e a capacidade anti-inflamatória da HDL em comparação com mulheres saudáveis e nos diferentes tipos moleculares e estágios clínicos da doença. Foram incluídas 141 mulheres com câncer de mama e 143 mulheres saudáveis pareadas por idade e índice de massa corporal. A HDL foi isolada do plasma por ultracentrifugação. A concentração de lípides no plasma e na HDL foi determinada por métodos enzimáticos colorimétricos e de apolipoproteína A-1 (apoA-1) por imunoturbidimetria. A proteômica foi determinada por espectrometria de massas e aquisição independente de dados e os miRs, por RT-qPCR. A atividade anti-inflamatória foi determinada em macrófagos expostos às HDL e, a seguir, desafiados com lipopolissacarídeos, analisando-se a secreção de citocinas inflamatórias por ELISA. Os resultados foram comparados por teste de Mann-Whitney ou de Kruskal-Wallis com pós-teste de Müller-Dunn. Os lípides plasmáticos e a composição da HDL em lípides e apoA-1 foram semelhantes entre os grupos controle e câncer de mama. A HDL do grupo câncer apresentou maior capacidade de inibir a secreção e IL6 (47%) e TNF (34%), o que foi especialmente observado no tipo triplo-negativo e nos estágios avançados da doença. A expressão de mir375-3p e 223-3p foi maior no grupo câncer de mama, independentemente do tipo molecular e estágio clínico, com elevado poder discriminatório com o grupo controle, de acordo com a curva ROC (ROC = 0,8105 p = 0,0254; ROC = 1,000, p = 0,003), respectivamente. O miR375-3p foi inversamente associado com a secreção de IL6 (r= -0,4526; p= 0,0023) e TNF (r= -0,4384; p= 0,0033). Das 88 proteínas encontradas na HDL de ambos os grupos, seis 6 foram menores [PON1(1,1x); apoA-4 (1,1x); TTR (1,1x); CLEC3B (1,1x); IGHM (1,5x) e CNDP1 (1,3x)] e uma maior [SAA2(2,3x)] no câncer de mama em comparação ao grupo controle (p<0,05), com capacidade discriminativa para CNPD1 (ROC = 0,5890; p = 0,0176), IGHM (ROC = 0,5846; p = 0,0241) e SAA2 (ROC = 0,5920; p = 0,0146). Um perfil diferencial de proteínas na HDL também foi observado entre os tipos moleculares, especialmente para o triplo-negativo, e entre os estágios da doença. Estes achados apontam para um perfil funcional e de composição em miRs e proteínas distintos na HDL do câncer de mama, embora a contribuição para a evolução da doença necessite ser comprovada por estudos em longo prazo. (AU) | |
| Processo FAPESP: | 21/02401-9 - Atividade anti-inflamatória e transporte de microRNA pelas lipoproteínas de densidade alta (HDL) no Câncer de Mama: associação com o prognóstico da doença predito pela classificação molecular do tumor |
| Beneficiário: | Monique de Fatima Mello Santana |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |