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A semântica das relações anafóricas entre eventos

Texto completo
Autor(es):
Basso, Renato Miguel
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Campinas. [2009]. 238 f., ilustrações.
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Estudos da Linguagem
Data de defesa:
Membros da banca:
Françozo, Edson; Ilari, Rodolfo; Borges Neto, José; Muller, Ana Lúcia de Paula; Menuzzi, Sérgio de Moura
Orientador: Françozo, Edson
Área do conhecimento: Linguística, Letras e Artes - Linguística
Localização: Universidade Estadual de Campinas. Biblioteca Central Cesar Lattes; T/UNICAMP; B295s; Universidade Estadual de Campinas. Biblioteca do Instituto de Estudos da Linguagem; T/UNICAMP; B295s
Resumo

Nesta tese, avaliamos a afirmação de Davidson (1967) de que a anáfora de eventos e a anáfora de objetos ordinários lançam mão dos mesmos recursos linguísticos. Davidson usa a evidência da anáfora não apenas para postular eventos na ontologia, mas também como um argumento a favor de considerá-los como objetos ordinários (como particulares). No entanto, ao investigarmos os mecanismos linguísticos mobilizados na anáfora de eventos, encontramos grandes diferenças em comparação com o que encontramos na anáfora de objetos (em geral, linguisticamente veiculados através de nomes ou de descrições), levando-nos a colocar a afirmação de Davidson sob suspeita. Na primeira parte da tese, apresentamos e defendemos uma versão da teoria de eventos postulada por Davidson que os trata como objetos ordinários (particulares). Analisamos também as teorias que tomam eventos como propriedades de momentos de tempo e teorias que tomam eventos como entidades proposicionais. Cada uma dessas teorias tem seus méritos e problemas, mas o intuito é nos mantermos o mais próximo à formulação de Davidson para avaliarmos suas afirmações quanto à anáfora de eventos. Ainda na primeira parte, investigamos as relações entre dêixis e anáfora, um tema que envolve quaisquer discussões sobre termos usados anaforicamente. Na segunda parte da tese, nosso olhar volta-se para a anáfora de eventos cujos antecedentes são expressões sentenciais (i.e., que não são DPs). Diante de tais antecedentes, os termos anafóricos preferenciais são demonstrativos, e investigamos o pronome demonstrativo 'isso' e descrições demonstrativas da forma 'esse/essa/aquele/aquela N'. Apresentamos o estado-da-arte dos estudos sobre demonstrativos, salientando que eles podem ser tratados como termos referenciais ou como termos quantificacionais... (AU)

Processo FAPESP: 06/59088-0 - A semantica das relacoes anaforicas entre eventos.
Beneficiário:Renato Miguel Basso
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado