Busca avançada
Ano de início
Entree


Monitoramento de áreas restauradas no interior do estado de São Paulo, Brasil.

Texto completo
Autor(es):
Ludmila Pugliese de Siqueira
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Piracicaba.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz
Data de defesa:
Membros da banca:
Ricardo Ribeiro Rodrigues; Sergius Gandolfi; Fatima Conceição Marques Piña Rodrigues
Orientador: Ricardo Ribeiro Rodrigues
Resumo

O estudo teve por objetivo analisar alguns aspectos de dinâmica florestal que pudessem ser utilizados no monitoramento de áreas restauradas. O plantio destas áreas foi baseado no mesmo modelo de restauração. Tal modelo está fundamentado em conceitos de sucessão secundária, utilização preferencial de espécies nativas regionais, e parâmetros de densidade dos indivíduos conforme encontrado para os remanescentes florestais da região. A primeira área (área A) está situada a margem esquerda do rio Piracicaba, na área urbana deste município. No plantio desta área foram utilizadas 35 espécies. Esta área foi plantada em 1991, estando com 10 anos na época em que foi realizado o estudo. A segunda área (área B) está situada às margens da represa de abastecimento municipal de Iracemápolis. O plantio desta área, onde foram utilizadas 140 espécies, teve início em 1987 apresentando, aproximadamente, 14 anos na época em que foi realizado o estudo. Em cada uma destas áreas, foram instaladas 10 parcelas de 10 x 10m, dentro das quais foram alocadas, de forma aleatória, 9 subparcelas para avalição dos indicadores selecionados. O banco de sementes foi avaliado mediante 30 amostras de solo em subparcelas de 0,25 x 0,25m realizadas nas estações chuvosa e seca de 2001. A chuva de sementes foi quantificada mensalmente através da amostra do material depositado em 30 coletores de 0,5 x 0,5m. Para a amostragem do estrato de regeneração foi realizado o levantamento de todos os indivíduos entre 0,30 e 2m presentes dentro de 30 subparcelas de 1 x 1m. O banco de sementes da área A apresentou densidade média de 328,53 sementes.m -2 na estação chuvosa e de 245,87 sementes.m -2 na seca. Na área B a densidade encontrada nas amostras do banco de sementes foi 1.131,73 sementes. m -2 na estação chuvosa e 685,30 sementes.m -2 na estação seca. Não foi verificada variação sazonal no banco de sementes para as duas áreas. A maior parte das espécies encontradas no banco foi caracterizada como herbácea. Na análise da chuva de sementes foram verificadas variações sazonais na frutificação e espaciais na dispersão das sementes. A densidade média de sementes depositadas no período de um ano foi de 591,33 sementes.m -2. A maior porcentagem de indivíduos depositado nos coletores apresentou síndrome de dispersão zoocórica. Espécies iniciais foram predominantes na chuva de sementes. O estrato de regeneração da área A apresentou baixa riqueza de espécies, sendo a maior parte dos indivíduos amostrados pertencentes a uma única espécie, Leucaena leucochephala. Nesta área foram encontrada apenas 2 espécies e a densidade obtida foi inferior a um. Na área B foram encontradas 15 espécies de 11 famílias, sendo a densidade média obtida igual 1 indivíduo.m -2. Os resultados indicam que na área B foi possível criar uma ambiente favorável a regeneração natural e que na área A esta regeneração pode estar sendo limitada em função da agressividade e atividade alelopática da Leucaena leucocephala. Também o número inicial das espécies, a idade e o tamanho das áreas, a qualidade do terreno e a intensidade de manejos anteriores podem influenciar este resultado. Dentre os indicadores selecionados, o estrato de regeneração foi o mais confiável para o monitoramento das áreas. (AU)

Processo FAPESP: 00/05341-0 - Análise da sustentabilidade de áreas revegetadas no Interior do Estado de São Paulo
Beneficiário:Ludmila Pugliese de Siqueira
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado