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Análise da composição celular e imunodetecção de MIF em linfonodos de cães com Leishmaniose Visceral

Texto completo
Autor(es):
Márcio de Barros Bandarra
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Jaboticabal. 45 f.
Instituição: Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias.
Data de defesa:
Membros da banca:
Valéria Marçal Felix de Lima; Antonio Carlos Alessi
Orientador: Orientadora: Rosemeri de Oliveira Vasconcelos
Resumo

A Leishmaniose Visceral (LV) é uma zoonose de interesse em saúde pública e o cão é o principal reservatório doméstico de Leishmania chagasi. Este protozoário modula a resposta imune do hospedeiro. A citocina MIF favorece a permanência do macrófago no sítio da injúria e protege-o da apoptose. O objetivo deste estudo foi avaliar a presença de MIF nos linfonodos de cães com LV, comparando estes achados com a densidade de macrófagos parasitados nos linfonodos e com o estadiamento clínico dos cães. Neste estudo utilizou-se 33 cães oriundos de Araçatuba, município endêmico para a LV. Os cães foram distribuídos nos grupos assintomático (A), oligossintomático (O) e sintomático (S). As alterações morfológicas dos linfonodos poplíteo, subescapular, ilíaco e mesentérico foram avaliadas quanto ao perfil celular, determinado por escores. A carga parasitária e a imunodetecção de MIF foi feita pela técnica de imuno-histoquímica. Nos cães dos grupos com sinais clínicos (O e S), as reações inflamatória granulomatosa e plasmocitária foram predominantes. No grupo S, a atrofia linfóide predominou e associou-se ao maior número de granulomas e a maior carga parasitária. A densidade de parasitos nos linfonodos periféricos diferiu significativamente do grupo S para os demais grupos (P<0,05). A densidade de macrófagos imunomarcados com MIF foi maior no grupo S e apresentou uma correlação significativa com a carga parasitária no linfonodo poplíteo (P<0,05). Conclui-se que macrófagos são uma das células mais envolvidas na resposta ao parasito. O protozoário utiliza MIF para manter o macrófago no sítio de infecção, favorecendo a sua sobrevivência no hospedeiro (AU)

Processo FAPESP: 08/08880-1 - Análise da expressão do fator de inibição da migração de macrófagos (MIF) em linfonodos de cães com leishmaniose visceral
Beneficiário:Marcio de Barros Bandarra
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado