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Estudo dos mecanismos induzidos pelo treinamento físico aeróbico ao longo do tempo na inflamação pulmonar e no remodelamento brônquico em um modelo murino de asma

Texto completo
Autor(es):
Ronaldo Aparecido da Silva
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: São Paulo.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina (FM/SBD)
Data de defesa:
Membros da banca:
Celso Ricardo Fernandes de Carvalho; Alberto Cukier; Milton de Arruda Martins; Carla Máximo Prado
Orientador: Celso Ricardo Fernandes de Carvalho
Resumo

O treinamento aeróbico (TA) traz benefícios para os asmáticos, porém os mecanismos antiinflamatórios não são conhecidos. Estudos experimentais de asma têm mostrado que o TA reduz a inflamação pulmonar alérgica crônica (IPAC) e a reposta Th2, no entanto, nenhum estudo explicou quando os efeitos protetores são iniciados e qual é a principal via anti-inflamatória desencadeada. Objetivo: Avaliar o efeito do TA ao longo do tempo em um modelo murino de asma visando identificar quando são iniciados os efeitos anti-inflamatórios e a reversão do remodelamento brônquico (RB). Métodos: BALB/c (160 animais) foram divididos em 4 grupos: Controle (CT): não induzidos à IPAC e não treinados; Treinamento Aeróbico (TA): não induzidos à IPAC e treinados; OVA: induzidos à IPAC e não treinados; OVA+TA: induzidos à IPAC e treinados. Em seguida foram criados outros subgrupos 1, 3, 7, 15 e 30 dias de TA, ou seja, cada grupo foi repetidos 5 vezes para investigação do efeito do TA ao longo do tempo. Os grupos OVA foram sensibilizados com i.p. (OVA+HidroxAlum), após foram induzidos à IPAC com aerosol de OVA (1-3%) iniciado no dia 21 (3 x semana; 30 min./sessão). A adaptação ao TA foi realizada entre os dias 21 a 23, no dia 25 foi realizado o teste físico, no dia 28 o TA foi iniciado (50% intensidade, frequência 5 x, por 4 semanas). Vinte quatro horas da ultima sessão de TA (1, 3, 7, 15 e 30 dias) os animas foram anestesiados, eutanizados e coletados o lavado broncoalveolar (LBA) (contagem celular total e diferencial), sangue para quantificação das imunoglobulinas (IgE e IgG1) por técnica de reação de anafilaxia cutânea passiva (PCA), o tecido pulmonar para avaliação dos mediadores: IL-4, IL-5, eotaxina, RANTES, ICAM-1, VCAM-1, TGF-b, VEGF, Osteopontina (OPN), NF-kB, FOXP3, receptor de glicocorticóide (RG) e anti-inflamatórias IL-10 e IL-1ra (imunohistoquímica e quantificação por morfometria) e foi coletado também o músculo quadríceps para avaliação da produção das miocinas (IL-10, IL-1ra e IL-6) (imunohistoquímica e quantificado por análise de imagem). O RB (músculo liso, epitélio, deposições das fibras de colágeno e elástica e produção de muco) também foi avaliado por análise de imagem. Resultados: Não foi observada produção das miocinas (p>0,05). Os níveis de IgE, IgG1, migração celular, produção dos mediadores inflamatórios e o RB foram aumentados nos grupos OVA (p<0,05), que ainda mostraram redução da produção do RG (p<0,05). O TA aumentou o RG no músculo liso das vias aéreas, as produções de IL-10 e IL- 1ra aumentaram a partir do 7º dia por células peribrônquicas, ao mesmo tempo que foram reduzidos o NF-kB, IL-4, IL-5, eotaxina, RANTES, ICAM-1, VCAM-1, VEGF, eosinófilos no LBA e foram revertidos o espessamento do músculo liso, do epitélio e as deposições de fibras de colágeno (p<0,05). Curiosamente, a diminuição de TFG-b ocorreu após o 3º dia, enquanto OPN, elástica e muco ocorreram após 15 dias de TA, enquanto IgE, IgG1 e neutrófilos apenas foram reduzidas ao final de 30 dias (p<0,05). Conclusão: A partir do 3º dia do TA foi iniciado o mecanismo anti-inflamatório pelo aumento do RG no músculo liso das vias aéreas, seguido pelo aumento de IL-10 e IL-1ra e pela redução de NF-kB a partir do 7º dia do TA, efeitos que reverteram a inflamação alérgica crônica e o RB (AU)