Texto completo
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| Autor(es): |
Daniel Monteiro Huertas
Número total de Autores: 1
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| Tipo de documento: | Tese de Doutorado |
| Imprenta: | São Paulo. |
| Instituição: | Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH/SBD) |
| Data de defesa: | 2013-08-26 |
| Membros da banca: |
Maria Mónica Arroyo;
Ricardo Abid Castillo;
Fabio Betioli Contel;
Frederic Jean Marie Monié;
Márcio Rogério Silveira
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| Orientador: | Maria Mónica Arroyo |
| Resumo | |
O transporte rodoviário de carga é o objeto de estudo desta tese, que parte do pressuposto de que sua estruturação e organização no território brasileiro foram acompanhadas por um processo de seletividade espacial que privilegiou certos pontos e áreas em detrimento de outros, evidenciando uma rede gegráfica reveladora do uso do território. A hipótese ainda leva em conta o fato de que o transporte rodoviário de carga, a partir de meados dos anos 1990, inseriu-se em um momento de transformações estruturais e conjunturais condizentes com as variáveis do período histórico atual, consequência da globalização perversa que avassala o mundo com eventos hegemônicos que servem aos desígnios do capital. Pretendemos demonstrar que o transporte rodoviário de carga cria uma topologia própria, cuja configuração territorial é composta por linhas e nodais que em seu conjunto modelam uma rede geográfica capaz de expressar a interação e dissociação geográfica dos lugares intrínseca à formação socioespacial brasileira. Acreditamos que este caminho, baseado metodologicamente na divisão territorial do trabalho, nos circuitos da economia urbana e nos circuitos espaciais produtivos, proporcione uma leitura bastante interessante no que diz respeito ao uso diferenciado do território, evidenciando com mais força a hierarquia dos lugares e a correlação de forças entre os agentes que operam o transporte rodoviário de carga. Para corroborar esta ideia identificamos os nodais tidos como a expressão máxima da seletividade espacial do transporte rodoviário de carga e divididos em quatro níveis que, ao concentrar uma série de atributos geográficos produtores de funcionalidades, hierarquias e polarizações, ajudam a explicar a rede geográfica em questão. O ponto de partida é o que propomos chamar de polígono paulista, um nodal primário de força polarizadora única, responsável pela determinação das rotas, prazos de tempo de trânsito de carga e valor do frete de boa parte do país. Em seguida aparecem os nodais secundários polifuncionais, aqueles em que os circuitos espaciais de produção industrial são o suporte das atividades geradoras de carga, e monofuncionais, relacionados à especialização produtiva, situação geográfica e logística do comércio atacadista e distribuidor. O quarto nível agrega o conjunto dos nodais terciários, centros responsáveis pela distribuição de rotas microrregionais e intraurbanas em cidades intermediárias. Procuramos comprovar, ainda, que a modernização conservadora e as históricas e crônicas desigualdades regionais não podem ser explicadas alheias ao vertiginoso crescimento do transporte rodoviário de carga, em toda a complexidade que a temática implica. Em outras palavras, acreditamos que para compreender as contradições do Brasil no período atual é necessário um entendimento geográfico mais completo do enraizamento e capilaridade do modal rodoviário em apenas cinco décadas. (AU) | |
| Processo FAPESP: | 09/52803-4 - Territorio e circulacao: transporte rodoviario de carga no brasil |
| Beneficiário: | Daniel Monteiro Huertas |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |