| Processo: | 07/08211-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2008 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2011 |
| Área do conhecimento: | Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos |
| Pesquisador responsável: | Silvia Tondella Dantas |
| Beneficiário: | Silvia Tondella Dantas |
| Instituição Sede: | Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL). Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Campinas , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Campinas |
| Assunto(s): | Metais |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Embalagens poliméricas para alimentos | Legislação de embalagens | Metais | Migração específica de metais | Ciência e Tecnologia de Alimentos |
Resumo
Devido ao aumento do consumo de alimentos industrializados, a questão da segurança dos alimentos vem adquirindo importância e as cobranças são crescentes por parte dos órgãos públicos, das empresas e dos consumidores para que os alimentos não ofereçam risco à saúde do consumidor e não contaminem o meio ambiente após o uso. Neste contexto, a embalagem tem um papel fundamental na preservação dos alimentos e de não contaminar o meio ambiente. Um dos possíveis contaminantes em embalagem poliméricas são os metais, provenientes principalmente de aditivos classificados como pigmentos e corantes, os quais podem migrar para o alimento que é ingerido e também contaminar o meio ambiente quando a embalagem é descartada. Os pigmentos são usados na formulação de tintas de impressão e também podem ser misturados com resinas poliméricas formando masterbatches, utilizados na coloração de embalagens poliméricas rígidas.Atualmente a Resolução nº105/99 de 20 de abril de 2005 estabelece limites e método analítico para quantificar zinco (Zn), mercúrio (Hg), cádmio (Cd), bário (Ba), selênio (Se), chumbo (Pb) e arsênio (As) em pigmentos e corantes. Além disso, essa resolução estabelece que os teores máximos dos metais antimônio (Sb), arsênio (As), cádmio (Cd), chumbo (Pb), cobre (Cu), cromo (Cr), estanho (Sn), mercúrio (Hg) e zinco (Zn), migrados da embalagem polimérica colorida para simulantes de alimentos, sejam inferiores aos limites máximos estabelecidos para esses metais nos regulamentos técnicos correspondentes a contaminantes em alimentos (Brasil, 1999). Porém, a migração específica de metais em embalagens poliméricas quantifica apenas os metais migrados para um simulante de alimentos. Entretanto, o simulante pode não simular o comportamento do alimento e a embalagem pode conter alto teor de metais que não migram para os simulantes de alimentos, podendo migrar para os alimentos. Desconhece-se qualquer dado da literatura estabelecendo a relação entre a migração específica de metais em simulantes e a migração real em alimentos acondicionados, sendo relevante que esses dados sejam levantados. Além disso, a embalagem pode contaminar o meio ambiente ao ser descartada, por isso também há necessidade de que limites de metais na embalagem sejam estabelecidos. O Coalition of Northeastern Governors (CONEG) dos Estados Unidos e a Diretiva 94/62/EC (União Européia) estabelecem que a soma dos metais cádmio, chumbo, mercúrio e cromo hexavalente em embalagem não pode ser superior a 100 mg/Kg. No Brasil, porém, não há limites estabelecidos de metais totais em embalagens e em componentes de embalagens para alimentos e para outros produtos. Assim, o presente estudo visa a avaliação e o desenvolvimento de metodologias para quantificar e mapear os principais metais tóxicos presentes nas embalagens poliméricas coloridas de alimentos, cujas informações serão de grande utilidade para estabelecer limites de metais totais na embalagem final e metodologias para o seu controle, contribuindo para a segurança dos alimentos e prevenindo a contaminação do meio ambiente. (AU)
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