| Processo: | 09/50896-5 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2009 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2011 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Farmácia |
| Pesquisador responsável: | Catarina de Fatima Pereira Teixeira |
| Beneficiário: | Catarina de Fatima Pereira Teixeira |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Metaloendopeptidases Metaloproteinase BaP1 Dinoprostona Sinoviócitos Mediadores da inflamação Venenos de serpentes Bothrops asper |
Resumo
As metaloproteinases de venenos de serpentes apresentam homologia estrutural e funcional com as metaloproteinases de mamíferos (MMPs), cujos níveis estão elevados em diversas doenças de natureza inflamatória, como a artrite reumatoide. Recentemente, demonstramos que a metaloproteinase BaP1, isolada do veneno de B. asper, desencadeia eventos inflamatórios articulares e dor, com a liberação de PGE2 e TNF-alfa. Estes dados indicaram que, além de estarem associadas à destruição da cartilagem, as MMPs desempenham papel importante no desencadeamento de eventos inflamatórios articulares. Durante processos inflamatórios articulares, os fibroblastos sinoviais (sinoviócitos do tipo B) são as principais células envolvidas na produção e liberação de mediadores inflamatórios, sendo a PGE2 um dos principais mediadores envolvidos no processo inflamatório. Portanto, estudos relacionados ao efeito de metaloproteinases sobre a expressão diferenciada de genes nessas células sinoviais e aos mecanismos moleculares envolvidos na produção e liberação de PGE2, revestem-se de importância. Desse modo, este estudo visa caracterizar a ação direta da BaP1, sobre sinoviócitos do tipo B, quanto à: 1) expressão diferencial de genes; 2) indução da expressão gênica e proteica da COX-2 e da prostaglandina E sintase microssomal-1 (mPGES-1); 3) à participação do fator de transcrição NF-kB, da IL-1b (via receptor IL-1) e do receptor EP4 da PGE2 na expressão proteica de mPGES-1 e de COX-2 e na liberação de PGE2 e 4) à expressão proteica do receptor EP4. Este estudo permitirá a melhor compreensão dos mecanismos pelos quais as metaloproteinases desencadeiam eventos inflamatórios e a liberação de mediadores e, desse modo, contribuir para o entendimento do papel de metaloproteinases na patogênese das inflamações articulares. (AU)
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