| Processo: | 09/53078-1 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2013 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia |
| Pesquisador responsável: | Carla Lima da Silva |
| Beneficiário: | Lidiane Zito Grund |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Memória imunológica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Asc | Linfocitos T E B De Memoria | Linfocitos Th1 Th2 Th17 | Memoria Imunologica | Peixes Peconhentos | Veneno E Toxinas |
Resumo Venenos e toxinas de animais peçonhentos são conhecidos e extensamente estudados pelos distúrbios patológicos e inflamatórios que induzem e pela proteção passiva conferida por anticorpos específicos de ação neutralizante. No entanto a compreensão da ativação do sistema imune adaptativo e formação de memória imunológica duradoura por esses antígenos têm recebido pouca atenção. Recentemente demonstramos que o veneno do peixe T. nattereri é capaz de induzir uma resposta imune de memória com altos níveis de anticorpos IgG antígeno-específico por até seis meses após imunização acompanhada da produção de IL-5 e da diferenciação de células produtoras de anticorpos de vida longa [antibody-secreting cells - ASC). Recentemente, na tese de mestrado demonstramos que o veneno do peixe T. nattereri promove resposta imune secundária em camundongos caracterizada por esplenomegalia e intensa proliferação celular com formação de centros germinativos por até 120 dias após a imunização com o veneno e induz alta e constante produção de anticorpos específicos IgG1, IgG2a e IgE. Além disso, observamos a expansão de células B1a no peritônio e no baço dos animais imunizados, bem como a diferenciação de 5 populações de ASC CD138P°S que variaram quando a expressão das moléculas B220 e CD43 (B220high CD43high, B220low CD43low, B220low, CD43low, B220low CD43high, e B220neg CD43high). A produção de citosinas e quimiocinas inflamatórias (KC, TNF-α, IL-1ß, IL-6) bem como a alta e constante produção de IL-5 e IL-17A pelas células dos três compartimentos, além da retenção do veneno pelas células dendríticas foliculares do baço parecem fornecer os estímulos necessários para formação e a manutenção das ASC induzidas pelo veneno. O tratamento com anticorpos neutralizantes sugere um papel importante das células T produtoras de IL-5 e IL-17A na geração e sobrevivência de ASC B220neg e na proliferação de células B1a no baço, as quais contribuiem para a manutenção da resposta de memória protetora de longa duração. Embora, muitos "cenários tenham” sidos- propostos para explicar a longevidade das células ASC, o papel dos linfócitos T ou e das citosinas produzidas por seus diferentes subtipos tem sido; pouco abordados e permanece uma boa arear para investigações. Diante do exposto, o objetivo deste trabalho é inicialmente analisar os fatores intrínsecos: determinantes para a diferenciação das ASC induzidas durante a resposta imune crônica ao veneno do peixe peçonhento Thalassophryne nattereri para então determinar in vitro, quais os subtipos de linfócitos T (Th1, Th2 e Th17) ou mesmo as células T de memória induzidas pelo veneno influenciam direta ou indiretamente a geração e a manutenção de células. produtoras de anticorpos de longa sobrevida (ASC). (AU) | |
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