| Processo: | 10/02667-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade |
| Pesquisador responsável: | Henrique Ferreira |
| Beneficiário: | Isabel Cristiane da Silva |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Xanthomonas citri Cancro (doença de planta) Anti-infecciosos Divisão celular Fitopatologia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Antimicrobianos | Cancro cítrico | compostos naturais de plantas | Divisão Celular | Resistência | Xanthomonas citri | fitopatologia |
Resumo O Brasil é o maior produtor mundial de frutas cítricas, possuindo 724 mil hectares de área plantada somente no estado de São Paulo, sendo este responsável por 80% da produção nacional de laranja. Este setor da economia gera 400 mil empregos diretos e proporciona a entrada no país de mais de US$ 1 bilhão/ano. O maior destaque vai para produção de suco concentrado de laranja, já que a fruta in natura dificilmente atinge os parâmetros fitossanitários necessários para a entrada nos mercados estrangeiros. Esta dificuldade decorre do fato de que o Brasil ainda não é considerado um país livre de doenças importantes e potencialmente devastadoras, como o cancro cítrico. O cancro é causado pelas bactérias Xanthomonas citri subsp. citri (Xcc), X. fuscans subsp. aurantifolli e X. alfalfae subsp. citrumelonis. Dentre estas, Xcc, ou forma asiática, é responsável pelo cancro cítrico tipo A, que é o mais disseminado e severo, sendo também a forma mais encontrada no Brasil. Esta doença afeta plantas de citros em todo o mundo e não há uma forma eficaz de controle. Apesar do genoma de Xcc ter sido desvendado há praticamente 10 anos e dos estudos diversos realizados com este fitopatógeno, ainda não há na literatura trabalhos sobre a caracterização de processos biológicos essenciais de Xcc como a segregação cromossômica, divisão celular e crescimento bacteriano. A formação do septo constitui um evento crucial no processo de divisão celular. Neste, operam diversas proteínas, que estão de certa forma interligadas, sendo FstZ o pivô ou arcabouço para a formação do divisomo ou maquinaria de septação bacteriana. FtsZ é uma GTPase, responsável pela formação do anel Z, que recruta e sustenta uma dezena de proteínas que irão elaborar o septo. Tal proteína é um análogo funcional distante das tubulinas presentes em eucariotos mais derivados, o que a torna excelente candidata a alvo para o desenvolvimento de drogas antibacterianas. No presente projeto, pretende-se identificar compostos químicos de plantas capazes de promover a inibição da formação de septo em Xcc. Para tal, faremos uso de um modelo biológico, linhagem mutante de Xcc desenvolvida recentemente em nosso laboratório, que permite a observação do septo de Xcc in vivo por microscopia de fluorescência. Tal mutante será utilizado na prospecção de compostos químicos com potencial para inibição de septação e desestruturação da divisão celular. Compostos identificados com a atividade desejada serão posteriormente caracterizados quanto ao alvo de atuação e possibilidade de uso para o controle do cancro cítrico. (AU) | |
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