| Processo: | 10/51634-1 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2012 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular |
| Pesquisador responsável: | Mari Cleide Sogayar |
| Beneficiário: | Mari Cleide Sogayar |
| Instituição Sede: | Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Células-tronco neurais Nicho de células-tronco Neurogênese Lobo temporal |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Celulas-Tronco Neurais | Hipocampo | Lobo Temporal | Medicina Translacional | Neurogenese | Vasculogenese |
Resumo
As primeiras descrições do neurônio datam do século XIX, realizadas por Ramon y Cajal. Desde então, supunha-se que novos neurônios não se formassem no adulto. Contudo, a partir da década de 1980, começaram a surgir evidências progressivas sobre a existência de neurogênese em pássaros e mamíferos adultos, incluindo a espécie humana. O consenso atual é de que este fato se deve à presença de células-tronco neurais, principalmente em dois locais específicos na citoarquitetura do encéfalo: a zona subventricular e a zona subgranular do giro denteado. No entanto, a análise detalhada dos trabalhos originais sobre células-tronco neurais no humano adulto revela discordância em relação a alguns pontos. Em relação às duas áreas estabelecidas como nichos neurogênicos, não se sabe se a partir da zona subventricular, em humanos, forma-se a chamada corrente migratória rostral, na qual neuroblastos seguem em direção ao bulbo olfatório. Quanto ao giro denteado, alguns autores relatam existência de células-tronco neurais apenas em pacientes com epilepsia. Além disso, há a descrição de outras áreas em que a neurogênese em humanos é sugerida, como a amígdala e o neocórtex. Também são relatadas relações entre a neurogênese e processos fisiológicos (por exemplo, a vasculogênese) ou patológicos. O objetivo deste projeto é analisar se marcadores supostamente relacionados à neurogênese estão presentes no lobo temporal humano, através de imuno-histoquimica e microscopia confocal. O lobo temporal foi escolhido por tratar-se de área na qual as controvérsias sobre o tema são maiores. O melhor conhecimento de possíveis nichos neurogênicos, em humanos, pode contribuir para o desenvolvimento de terapias celulares, através da estimulação da neurogênese in vitro ou in vivo. (AU)
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