| Processo: | 11/07441-7 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2014 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica |
| Pesquisador responsável: | Silvya Stuchi Maria-Engler |
| Beneficiário: | Silvya Stuchi Maria-Engler |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Silvia Berlanga de Moraes Barros |
| Assunto(s): | Formação de anticorpos Pele artificial Queratinócitos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Avaliação de Segurança | células de Langerhans | cultura de células | Pele Equivalente | queratinócitos | testes alternativos | Citotoxicidade |
Resumo
A redução de testes em animais é uma tendência mundial, motivada principalmente pela diretiva Européia de 2009 que elabora as diretrizes internacionais restringindo o uso de animais em ensaios de avaliação de risco e também por outros fatores, como a opinião pública e questões éticas e mais humanitárias no trato de cobaias. Por esses motivos, o desenvolvimento de testes alternativos in vitro para a substituição de testes em animais é de extrema importância não só para a pesquisa acadêmica como também para as indústrias cosméticas e farmacêuticas. Diferentes abordagens estão em desenvolvimento para suprir essa necessidade como a geração de equivalentes de epiderme, sendo considerada a mais promissora e extensivamente investigada. Dois equivalentes de epiderme comercialmente disponíveis foram validados recentemente pela ECVAM (European Centre for the Validation of Alternative Methods) e outros modelos de epiderme reconstruída estão sendo desenvolvidos mundialmente em diferentes laboratórios de pesquisa, incluindo nosso laboratório na FCF-USP. Uma limitação fisiológica dos equivalentes de epiderme é a ausência de células imunológicas, já que estas estão diretamente relacionadas a geração da resposta imune cutânea. Pelo fato de que a maioria dos testes de avaliação de risco que utilizam equivalentes de epiderme buscam identificar o potencial irritante e / ou sensibilizante de uma substância ou produto acabado e testes validados até o momento só avaliam corrosão e irritação cutâneas, é fundamental desenvolver testes in vitro fisiologicamente relevantes aos processos de irritação e sensibilização cutâneas, incorporando células imunológicas da pele nesses equivalentes. Dessa forma, o desenvolvimento de um equivalente de epiderme imuno-competente poderia contribuir para a avaliação de sensibilização in vitro. Nosso laboratório pretende seguir a tendência mundial quanto ao desenvolvimento de testes in vitro para avaliação de risco de substâncias. Para tanto, este projeto tem como objetivo criar um equivalente de pele imuno-competente de forma pioneira que poderá ser utilizado para fins de pesquisa e avaliação de risco nas indústrias cosméticas e farmacêuticas, contribuindo para a geração de métodos alternativos aos testes em animais no Brasil. (AU)
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