| Processo: | 11/09702-2 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2013 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular |
| Pesquisador responsável: | Vânia Luiza Deperon Bonato |
| Beneficiário: | Vânia Luiza Deperon Bonato |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Assunto(s): | Tuberculose Mycobacterium tuberculosis Células Th1 Células Th17 Células dendríticas Linfócitos T CD4-positivos Ácido retinoico Aldeído desidrogenase |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | ácido retinóico | células dendríticas | células Th1 | diferenças genéticas entre hospedeiros | enzima aldeído dehidrogenase | Treg e Th17 | Tuberculose | tuberculose |
Resumo
Em nosso laboratório temos utilizado animais que apresentam tanto capacidade diferente de elaborar respostas de padrão Th1 como capacidade distinta de controlar a infecção por M. tuberculosis visando à caracterização de fatores imunológicos e mecanismos envolvidos na regulação da resposta imune. Nossos resultados mostram que animais BALB/c, que não controlam a infecção na fase tardia (70 dias de infecção), apresentavam modulação negativa na produção de IFN-gama e na expressão do receptor para IFN-gama no pulmão, aumento na síntese de IL-10 e na expressão do receptor para essa citocina. Além disso, as células T reguladoras do baço de animais BALB/c infectados foram mais supressoras, causando acentuada diminuição na produção de IFN-gama, do que as células T reguladoras obtidas de animais C57BL/6 infectados. Do contrário, animais C57BL/6 produziam mais IFN-gama e IL-17 e controlavam a infecção na fase tardia. Esse conjunto de dados, que mostra perfil de resposta imune mais associado ao controle da infecção por camundongos C57BL/6, nos levou ao questionamento acerca do papel das células dendríticas na indução da resposta imune adaptativa nessas linhagens de animais. Além do primeiro e segundo sinal para induzir a ativação dos linfócitos, as células dendríticas também fornecem um terceiro sinal, descrito por sua capacidade de direcionar a diferenciação de populações de linfócitos T CD4+ de acordo com as citocinas que secretam ou com os mediadores solúveis encontrados no microambiente. Dessa forma, nossa hipótese de estudo é avaliar se o número e a capacidade funcional de células dendríticas diferem nos animais BALB/c e C57BL/6, além dos animais da linhagem DBA/J2. Consequentemente, também estudaremos se o número e a capacidade funcional dessas células estariam associados com a magnitude diferencial das populações de células Th1, células T reguladoras e células Th17, já observada nos animais infectados (BALB/c e C57BL/6). Em adição, também avaliaremos se o ácido retinóico pode intervir no padrão diferente de resposta imune das linhagens de animais estudadas. O entendimento dos mecanismos que contribuem para progressão ou controle da tuberculose pode incentivar e promover o delineamento do novas estratégias de intervenção profilática ou terapêutica para essa doença. Além disso, esperamos que os dados gerados em decorrência do desenvolvimento desse projeto possam contribuir para o conhecimento mais amplo da patologia gerada pela infecção por M. tuberculosis e na busca por novos marcadores imunológicos que possam servir para predizer infecção latente ou ativa. (AU)
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