| Processo: | 11/10499-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2015 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Genética |
| Pesquisador responsável: | Maura Helena Manfrin |
| Beneficiário: | Taís Carmona Lavagnini-Pizzo |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Caatinga Características da população Filogeografia Mata Atlântica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Caatinga | estrutura populacional | Filogeografia | Mata Atlântica | Filogeografia |
Resumo Espécies cactófilas de Drosophila, como as que pertencem ao "cluster" Drosophila buzzatii, possuem íntima relação ecológica com espécies da família Cactaceae, vegetação muito comum nas Florestas Tropicais Sazonalmente Secas (FTSS). Há evidências de que as flutuações climáticas do Quaternário influenciaram a distribuição da FTSS, que sofreu processos de expansão e retração de sua área de distribuição, influenciando assim aspectos demográficos e o fluxo gênico entre populações das espécies de Drosophila. Drosophila serido tem sido caracterizada por meio de diferentes marcadores como sendo uma espécie politípica, podendo ser dividida em dois grupos distintos, Populações do Nordeste e do Litoral. É provável que estes grupos observados estejam relacionados com os processos de expansão e retração da vegetação xerofítica durante o Quaternário. Com o intuito de compreender a estruturação populacional de D. serido e os processos filogeográficos que influenciaram sua distribuição, serão realizadas análises multi-locus (genes nucleares period e GstD1, gene mitocondrial COI) e a modelagem de distribuição de espécies. Estas abordagens permitirão: (1) uma avaliação mais ampla sobre a questão da influência dos eventos paleoclimáticos e ecológicos na história das populações de D. serido; (2) inferências de rotas de dispersão, colonização e isolamento de populações no litoral a partir do seu centro de dispersão; (3) verificar o "status" taxonômico de suas populações considerando a divisão em Nordeste e Litoral; (4) reavaliar, em virtude dos marcadores escolhidos, a hipótese de que o centro de dispersão destas populações seja a Chapada Diamantina, e (5) debater sobre os processos demográficos e históricos no domínio da FTSS e suas relações históricas com outros domínios do território brasileiro. | |
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