| Processo: | 11/11934-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2013 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Pesquisador responsável: | Eduardo Colombari |
| Beneficiário: | Thales Biffe Alves |
| Instituição Sede: | Faculdade de Odontologia (FOAr). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 12/18841-9 - Contribuição do complexo preBotzinger sobre a atividade de neurônios barosensíveis do CVLM, BE.EP.DR |
| Assunto(s): | Fisiologia cardiovascular Núcleo solitário |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | antihipertensivo | moxonidina | Núcleo do trato solitário | Fisiologia Cardiovascular |
Resumo A elevação da pressão arterial e sua manutenção em níveis elevados (hipertensão) podem ocorrer por alterações na regulação do sistema cardiovascular, mediante um aumento da resistência vascular. Os mecanismos pelos quais o aumento da resistência vascular é iniciado e mantido durante a hipertensão, não estão totalmente compreendidos. Importantes drogas de ação anti-hipertensiva, utilizadas na clínica médica, são os agonistas adrenérgicos ±2 e imidazólicos. Esses medicamentos são classificados como anti-hipertensivas de ação central e os mais utilizados e estudadas são a clonidina e a moxonidina (agonistas adrenérgicos ±2 e imidazólicos). Várias evidências têm sugerido que o efeito anti-hipertensivo desses fármacos é mediado, pelo menos em parte, pela ativação de receptores imidazólicos do tipo I1 presentes na região rostroventrolateral (RVL) do bulbo, que quando ativados diminuiriam a atividade neuronal desse núcleo, reduzindo a atividade eferente simpática e a pressão arterial. Embora uma ação anti-hipertensiva de agonistas adrenérgicos ±2 e imidazólicos, atuando na área RVL, seja um mecanismo que parece bem estabelecido pelos dados da literatura, resultados preliminares do nosso laboratório mostraram que a moxonidina pode produzir hipotensão por agir na região do núcleo do trato solitário comissural (NTSc). Experimentos in vitro mostraram que os efeitos hiperpolarizantes produzidos pela clonidina (anti-hipertensivo de ação central) eram abolidos após a aplicação prévia do antagonista de receptores GABA-A bicuculina. Os autores sugeriram que os efeitos anti-hipertensivos da clonidina eram mediados sinapticamente pela liberação do neurotransmissor GABA. Desse modo, seria interessante verificar, em experimentos in vivo, se os efeitos cardiovasculares produzidos pela injeção de moxonidina no NTSc depende de mecanismos GABAérgicos. O glutamato no sistema nervoso central exerce um importante papel na regulação cardiovascular. Alguns trabalhos na literatura têm demonstrado que o bloqueio de receptores glutamatérgicos ionotrópicos NMDA no RVL preveniu a hipotensão da rilmenidina em ratos espontaneamente hipertensos (SHR), além de diminuir o efeito inibitório da clonidina sobre a atividade de neurônios pré-motores simpáticos do RVL em ratos normotensos. Sendo assim, parece existir uma forte relação entre o sistema glutamatérgico e os mecanismos de ação de drogas anti-hipertensivas de ação central. Desse modo, seria interessante verificar se os efeitos cardiovasculares e simpáticos, produzidos pela injeção de moxonidina no NTSc, depende também de mecanismos glutamatérgicos. Nossa principal hipótese é que a moxonidina produz suas respostas anti-hipertensivas (redução da atividade simpática e pressão arterial) mediante o envolvimento de 3 mecanismos: a) ativação de receptores GABAérgicos no NTSc; b) participação de receptores ionotrópicos glutamatérgicos na região do NTSc e c) envolvimento de neurônios catecolaminérgicos da região C1. Para elucidar nossas hipóteses, no presente projeto iremos utilizar de diversos protocolos experimentais para tentar solucionar algumas questões que tornam-se essenciais no que diz respeito aos mecanismos envolvidos no controle cardiovascular exercido pelas drogas adrenérgicas ±2 e imidazólicas. Diante disso, os nossos principais objetivos serão:1)Avaliar a participação de receptores GABAérgicos na região comissural do núcleo do trato solitário nas respostas cardiovasulares e simpáticas produzidas pela injeção de moxonidina.2)Avaliar a participação de receptores ionotrópicos glutamatérgicos na região comissural do núcleo do trato solitário nas respostas cardiovasculares e simpáticas produzidas pela injeção de moxonidina.3)Investigar a importância dos neurônios catecolaminérgicos e não catecolaminérgicos da região RVL nas respostas cardiovasculares e simpáticas produzidas pela moxonidina injetada na região comissural do NTS. | |
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