| Processo: | 13/02014-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2013 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2015 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos |
| Pesquisador responsável: | Alessandra Alves de Souza |
| Beneficiário: | Marcus Vinícius Merfa e Silva |
| Instituição Sede: | Instituto Agronômico (IAC). Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Campinas , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Xylella fastidiosa |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Antitoxina | Células persistentes | estresse por cobre | Sistema Toxina | Xylella fastidiosa | Módulo Toxina-Antitoxina |
Resumo A citricultura representa um importante setor da agroindústria brasileira, gerando renda e empregos diretos e indiretos, sendo responsável pela liderança no mercado mundial de suco concentrado congelado e não concentrado. Entretanto, essa cultura está ameaçada por inúmeras pragas e doenças. Entre elas, se destaca a CVC, a clorose variegada dos citros, causada pela bactéria habitante do xilema X. fastidiosa, responsável por inúmeros prejuízos econômicos no setor. O genoma bacteriano possui genes responsáveis por codificar um sistema denominado toxina/antitoxina (TA), que normalmente se situam juntos em um mesmo operon, aonde a toxina é uma proteína estável tóxica à célula e a antitoxina é uma molécula instável (podendo também ser uma proteína) responsável por neutralizar a toxicidade da primeira. Em E. coli o par TA MqsR/MqsA tem sido demonstrado como regulador gênico, capaz de influenciar a formação de biofilme, motilidade, formação de células persistentes, entre outros. Essa regulação da expressão gênica parece estar relacionado a uma capacidade adaptativa, uma vez que, por exemplo, células persistentes podem surgir ao sofrerem estresse, que levaria à recolonização do ambiente após o término do stress. No caso de X. fastidiosa, poderia levar à recolonização de seu hospedeiro e reincidência da doença, por exemplo. Deste modo, o objetivo do presente trabalho é analisar o papel biológico do sistema TA XF2490/2491 em X. fastidiosa, tido como homólogo do par MqsR/MqsA de E. coli. Como o sistema de X. fastidiosa mantém alguns domínios proteicos iguais ao par MqsR/MqsA, isso pode sugerir uma forma de ação similar, com a capacidade de regular a expressão de outros genes, alterando a expressão fenotípica, como formação de biofilme, agregação celular, produção de exopolissacarídeos, ou, ainda, indução de células persistentes. Em relação a células persistentes, nosso grupo de pesquisa verificou que o sistema XF2490/XF2491 foi altamente expresso em condições de estresse por cobre e que nessas condições a bactéria induziu células persistentes. Possivelmente esse sistema possa, entre outros, ser o responsável por esse fenótipo em X. fastidiosa em estresse por cobre, um dos antimicrobianos mais utilizados na agricultura. (AU) | |
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