| Processo: | 13/04433-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado Direto |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2013 |
| Data de Término da vigência: | 16 de novembro de 2018 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Biofísica - Biofísica Molecular |
| Pesquisador responsável: | Richard Charles Garratt |
| Beneficiário: | Italo Augusto Cavini |
| Instituição Sede: | Instituto de Física de São Carlos (IFSC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 13/23758-6 - Estrutura e dinâmica de estados excitados raros do peptídeo beta-amiloide da Doença de Alzheimer estudados por ressonância magnética nuclear de alta pressão, BE.EP.DD |
| Assunto(s): | Doença de Alzheimer Ressonância magnética nuclear Alta pressão Peptídeos beta-amiloides |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | alta pressao | Doença de Alzheimer | estados excitados raros | peptídeo beta-amiloide | Ressonância Magnética Nuclear | Ressonância Magnética Nuclear (RMN) |
Resumo A principal característica histológica na doença de Alzheimer é a presença de placas amiloides no cérebro de pacientes. O constituinte mais abundante dessas placas é o peptídeo beta-amiloide (Abeta). O peptídeo é produzido através da clivagem proteolítica da proteína precursora amiloide (APP), resultando, predominantemente, nas formas Abeta(1-40) e Abeta(1-42), sendo essa última a espécie mais tóxica. Inicialmente solúvel, o peptídeo se organiza em oligômeros (espécie tóxica primária) e finalmente forma as fibras das placas amiloides. Como parte da APP, o peptídeo parece ter uma conformação em alfa-hélice. Em contraste, o peptídeo possui uma conformação de folha-beta dentro das fibras amiloides das placas senis. O mecanismo de transição do peptídeo Abeta de alfa-hélice para folha-beta permanece desconhecido, sendo seu entendimento um passo crucial para uma melhor compreensão da doença e para o desenvolvimento de uma terapia molecular efetiva. Recentes experimentos realizados em amostras de peptídeo Abeta(1-40) humanos sugerem a existência de dois estados conformacionais monoméricos distintos - um compacto enovelado e um parcialmente desenovelado - coexistindo com oligômeros e estruturas fibrilares em um equilíbrio dinâmico e complexo. Possivelmente apenas um desses estados apresente uma alta afinidade para com estruturas fibrilares já existentes, promovendo, assim, a formação da fibra amiloide. Apesar das cinéticas de agregação nos diversos peptídeos Abeta serem distintas, espera-se identificar, no peptídeo Abeta(1-42), estados monoméricos semelhantes. A caracterização termodinâmica de tal equilíbrio e a resolução estrutural desses dois estados excitados raros, utilizando técnicas de ressonância magnética nuclear de alta pressão, permitirão explorar o papel desses estados no processo de polimerização. Os resultados poderão ser úteis na concepção de medicamentos para a prevenção da formação amiloide. (AU) | |
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