| Processo: | 13/09303-6 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 29 de fevereiro de 2016 |
| Área do conhecimento: | Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos |
| Pesquisador responsável: | Eduardo Purgatto |
| Beneficiário: | Eduardo Purgatto |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Luciano Freschi |
| Assunto(s): | Fisiologia pós-colheita Jasmonatos Auxinas Ácido abscísico Conservação de alimentos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | ácido abscisico | Amadurecimento | aroma | auxinas | etileno | Jasmonatos | Fisiologia Pós-Colheita |
Resumo
O aroma de um fruto é um dentre os vários atributos de qualidade importantes para a satisfação dos consumidores e que influencia de maneira significativa sua escolha. Embora substâncias como açúcares, ácidos, taninos e outros contribuam para o sabor, são os compostos voláteis com notas aromáticas, os responsáveis pelo aroma e sabor únicos de cada fruto. A grande maioria dos voláteis derivam de basicamente três tipos de precursores: carboidratos, lipídeos e aminoácidos. A diversidade de compostos de aroma varia de espécie para espécie, mas mesmo entre variedades do mesmo fruto é fácil encontrar diferenças substanciais na sua composição. Apesar de todo o conhecimento acumulado acerca da formação do aroma em frutos, os fatores que a regulam, particularmente durante o amadurecimento, ainda são pouco claros. Um número significativo de evidências tem apontado o etileno como um fator fundamental para a formação do aroma. De fato, frutos transgênicos com reduzida produção de etileno, apesar do prolongamento da vida pós-colheita, apresentam prejuízos significativos na síntese de compostos voláteis, mesmo sob tratamento com etileno exógeno. Do mesmo modo, o armazenamento a baixa temperatura, logo após a colheita de frutos como banana, papaia e manga, reduz a produção de compostos de aroma, mesmo após a remoção para temperaturas mais altas, nas quais a síntese de etileno em níveis climatéricos é retomada. Tais resultados apontam para a existência de outros fatores - muito provavelmente outros hormônios associados ao etileno - no controle das mudanças metabólicas que promovem a formação do aroma nos frutos em amadurecimento. Neste contexto, dados da literatura parecem indicar que, além do etileno, outras três classes hormonais representadas pelo ácido indol-3-acético (AIA), ácido abscísico (ABA) e metil-jasmonato (MJ) parecem influenciar vários dos aspectos do amadurecimento. A formação do aroma, contudo, tem sido um dos processos menos estudados em frutos submetidos ao tratamento com os hormônios citados. Assim, o objetivo deste trabalho é avaliar os efeitos da aplicação de AIA, ABA e MJ sobre a produção do aroma em frutos climatéricos e não-climatéricos. O tomate será usado como modelo de estudo para frutos climatéricos e o morango, para não-climatéricos. Espera-se delinear não apenas os efeitos, identificando vias metabólicas afetadas por um ou mais dos hormônios citados, mas também avaliar se os mecanismos desta influência passam por algum tipo de interferência na biossíntese ou sinalização do etileno. Além disso, ao trabalhar com um fruto climatérico e um não-climatérico, espera-se identificar se os efeitos dos hormônios podem ser similares, sugerindo mecanismos de ação conservados entre os dois tipos de frutos. No caso dos estudos em morangos, espera-se ainda avaliar a extensão do papel do etileno na formação do aroma em fruto não-climatérico. Com isso, o projeto poderá fortalecer as bases não apenas para a compreensão dos processos de sinalização envolvidos na regulação da biossíntese de compostos voláteis, mas também subsidiar novas aplicações tecnológicas que possam contornar os efeitos negativos que técnicas de conservação pós-colheita possam induzir na produção do aroma em frutos. (AU)
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